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Barriga de verdade na ficção

Arquivo Geral

19/06/2005 0h00

Quando soube que estava grávida, um mês antes da estréia de América, Silvia Buarque levou um dos maiores sustos de sua vida. Sem saber direito o que pensar, a intérprete da breteira Elis telefonou logo para a autora Glória Perez. “Ela me tranqüilizou, foi muito carinhosa e disse que nada mudaria. Que eu podia fazer meu trabalho em paz”, conta Silvia. A novelista reescreveu a trajetória da moça e Elis ganhou uma barriga e um marido, o homossexual Júnior, papel

de Bruno Gagliasso. Silvia ganhou a chance de ficar na trama até a filha – fruto de seu namoro com Chico Diaz, que fez o Acácio da primeira fase da novela – nascer. “Estou muito feliz. Só mesmo uma mulher para entender outra nesse momento”, derrama-se a filha de

Marieta Severo e Chico Buarque.

A “paquera” entre Silvia e Glória começou há quatro anos. A atriz estava escalada para entrar na metade de O Clone, novela da qual já era assídua espectadora. Como estava no espetáculo Casa de Boneca, declinou do convite. “Não dava para fazer as duas coisas. E também não tinha como sair da peça sem mais nem menos. Uma produção trabalhosa, caprichada”, justifica. Se na época a parceria não deu certo, ficou a promessa de que Silvia estaria numa nova novela da autora. Quando “conheceu” Elis, Silvia surpreendeu-se. “É uma delícia ter a oportunidade de fazer uma vagabundinha. Uma menina leve, leviana e irresponsável. Até então me chamavam mais para fazer as neuróticas”, avalia.

Ao mesmo tempo em que a atriz vê a personagem com certas falhas de caráter, ela destaca o lado romântico que todas as breteiras têm. “A atitude é até mais ousada, meio machista, mas elas sonham com o príncipe encantado. Vi muitas breteiras que morrem de medo de ficar solteironas”, analisa a atriz, que não sabe até agora quem na verdade é o pai do bebê de Elis. “Esse também é um mistério para mim”, despista.

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    de Bruno Gagliasso. Silvia ganhou a chance de ficar na trama até a filha – fruto de seu namoro com Chico Diaz, que fez o Acácio da primeira fase da novela – nascer. “Estou muito feliz. Só mesmo uma mulher para entender outra nesse momento”, derrama-se a filha de

    Marieta Severo e Chico Buarque.

    A “paquera” entre Silvia e Glória começou há quatro anos. A atriz estava escalada para entrar na metade de O Clone, novela da qual já era assídua espectadora. Como estava no espetáculo Casa de Boneca, declinou do convite. “Não dava para fazer as duas coisas. E também não tinha como sair da peça sem mais nem menos. Uma produção trabalhosa, caprichada”, justifica. Se na época a parceria não deu certo, ficou a promessa de que Silvia estaria numa nova novela da autora. Quando “conheceu” Elis, Silvia surpreendeu-se. “É uma delícia ter a oportunidade de fazer uma vagabundinha. Uma menina leve, leviana e irresponsável. Até então me chamavam mais para fazer as neuróticas”, avalia.

    Ao mesmo tempo em que a atriz vê a personagem com certas falhas de caráter, ela destaca o lado romântico que todas as breteiras têm. “A atitude é até mais ousada, meio machista, mas elas sonham com o príncipe encantado. Vi muitas breteiras que morrem de medo de ficar solteironas”, analisa a atriz, que não sabe até agora quem na verdade é o pai do bebê de Elis. “Esse também é um mistério para mim”, despista.

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