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Banda Zaktar lança CD de olho na inclusão social

Arquivo Geral

19/07/2007 0h00

Nesta quinta-feira a Concha Acústica de Brasília será palco do show de lançamento do primeiro CD da banda Zaktar, com a participação dos grupos O Rappa, Tribo de Jah, Natiruts, Biquíni Cavadão, Planta e Raiz e do guitarrista e compositor do Cidade Negra, Da Gama, às 20h. Será uma celebração à música, à superação e à inclusão social.

A banda Zaktar, formada há sete anos, é composta por nove artistas, com e sem necessidades especiais. Entre os integrantes do grupo estão cadeirante e portadores de Síndrome de Down. O grupo foi desenvolvido a partir do projeto do professor e músico Luciano Mendes de Oliveira, que na época era voluntário da aula de musico terapia na APAE. O projeto, que leva o mesmo nome da banda, tinha o objetivo de estimular os alunos no aprendizado da música, desenvolver a sensibilidade, coordenação motora, emocional e a socialização.

Ao longo das aulas, Luciano percebeu que os meninos tinham capacidade e vocação, por isso resolveu investir no grupo. “Selecionei nove para fazer parte do projeto de profissionalização e inclusão por meio da música. Eu os escolhi de acordo com os talentos e facilidades que fui percebendo durante as aulas”, explicou o professor.

Profissionais
Em 2004, eles se profissionalizaram e tiraram a carteira da ordem dos músicos do Brasil. Neste mesmo ano, começaram a gravar o disco que será lançado hoje. O trabalho chamou a atenção de vários músicos famosos que se surpreenderam com o talento dos participantes e resolveram apoiar o projeto.

O CD é formado por composições de Luciano, voltadas para os momentos que a banda passou, de dificuldades, preconceitos e determinação. A faixa Guerreiro, por exemplo, relata os obstáculos enfrentados e traz uma mensagem de otimismo e esforço.

O estilo, escolhido para as músicas, foi o reggae. Para o baixista da banda, Alexandre Macarrão, é o estilo que mais tem a ver com a luta da Zaktar. “No momento que escolhíamos as músicas, percebemos que seria interessante trabalhar com o reggae, que tem mais a ver com a concepção de deficiência, de superação”, afirmou Alexandre. Das 14 faixas do disco, dez são reggae, as outras quatro, pop e rock.

Alexandre contou, ainda, que o mais interessante do grupo é que as pessoas olham e não sabem identificar quem é deficiente ou não. Todos se confundem. Acrescentou também, que o ambiente do grupo é sempre de descontração e discussões. “Todos os músicos participam das gravações, dando opiniões nos arranjos e escolhendo as músicas. Sempre nos divertimos nos ensaios e nos shows, brincamos um com o outro e também brigamos, claro”, disse o baixista.

Expectativa
Para Luciano, a expectativa do show é grande e positiva, já que lutaram muito. Completou ainda que o mercado musical no Brasil para deficientes especiais é “horrível” e “pouco valorizado”, mas que o grupo encontrou mais dificuldades porque são encarados como coitadinhos. “Como o Bruno Golveia, do Biquíni Cavadão, já disse e eu repito, entrei no projeto por paixão e não por compaixão. As pessoas precisam entender isso para acabar com o preconceito”, disse o professor.

A limitação para a música ou qualquer outra arte não está ligada a aspecto físico ou mental do artista e, sim, a sua forma de expressar a criatividade. Zaktar já se apresentou em várias cidades do Brasil, entre elas Belém, São Paulo, Goiânia, Rio de Janeiro e Curitiba. A reação do público, segundo o baixista, é de espanto. “Em um primeiro momento todos se assustam e se perguntam se vamos tocar mesmo. Depois, sempre gostam e querem o CD. Geralmente a reação é positiva”, completou Alexandre.

O CD da banda poderá ser comprado durante toda a apresentação. O próximo show será realizado em São Paulo, também de lançamento do CD, no dia 29 de agosto, no SESC Bauru.

Banda Zaktar – Lançamento do CD com participação de O Rappa, Tribo de Jah, Natiruts, Biquine Cavadão, Planta e Raiz e Da Gama, do Cidade Negra – Dia 19 de julho, quinta-feira, às 20h, na Concha Acústica de Brasília, no Setor de Clubes Norte, em frente à Vila Planalto. Ingressos a R$ 20 (com doação de 1KG de alimento não perecível), à venda na Cool Cat (Pier 21, Alameda Shopping e Gama Shopping) e na Zimbrus (305 Sul).

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