O vocalista da banda mexicana Maná, Fher Olvera, disse nesta segunda-feira que a recusa do Governo venezuelano a ceder um recinto público para a apresentação do cantor espanhol Alejandro Sanz em Caracas “é uma atitude típica de uma ditadura”.
“Agora (o presidente venezuelano Hugo) Chávez resolveu vetar Alejandro Sanz… isso é atitude típica de uma ditadura, de não deixar (circular) a arte”, disse Olvera.
Os quatro integrantes de Maná fazem parte dos 139 artistas que assinaram um manifesto de apoio público a Sanz, após a suspensão de seu show na Venezuela.
Sanz tinha apresentação marcada para 1º de novembro no país, mas o Governo venezuelano não cedeu para esse dia o local conhecido como Poliedro, forçando o adiamento do concerto para 14 de fevereiro, data para qual a arena também não foi liberada.
Entre os signatários do texto de apoio estão as cantoras Shakira e Jennifer López e o jogador de futebol britânico David Beckham.
A tensão entre o Executivo venezuelano e Alejandro Sanz começou depois que o cantor espanhol afirmou, em visita ao país em 2004, que não gostava de Hugo Chávez como presidente.
“Nós chegamos a ir ao Chile durante o Governo de Pinochet, e nada nos aconteceu”, disse o cantor.
“Se um país realmente é livre, a primeira coisa que tem que circular sem barreiras é a arte”, explicou Fher.
O Maná tocou em dezembro na Venezuela e, segundo seu vocalista, não sofreu censuras nem represálias. Ainda assim, Fher afirmou que a Venezuela deveria “avançar rumo à verdadeira democracia”.
“Se você tem medo de falar, é porque algo está errado”, concluiu o cantor.