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Banda brasiliense Janice Doll grava CD com produtor inglês

Arquivo Geral

22/10/2007 0h00

O produtor inglês Stuart Epps está em Brasília para a gravação do segundo disco da banda de rock alternativo Janice Doll. O grupo brasiliense planejava gravar em Londres, mas foi barrado pela imigração inglesa por causa da companhia aérea, que extraviou as malas.

“Explicamos que a gente precisava gravar, mas nossos instrumentos musicais estavam nas bagagens que sumiram”, explica Paul Hodel, vocalista. A carga apareceu depois de oito dias. Para a gravação do álbum não ser prejudicada, o produtor britânico veio ao Brasil exclusivamente com a missão de produzir o disco aqui mesmo. Epps, que veio pela primeira vez ao Brasil, se despede hoje do País.

O britânico é bastante conhecido no cenário musical. Já produziu discos de artistas de renome internacional – Bryan Adams, Elton John e as bandas Oasis e Led Zeppelin, entre outros. Sobre o som da banda candanga, ele se mostra interessado. “O estilo deles varia desde o rock mais pesado até baladas, sempre com refrões fortes”, analisa.

Essa característica atraiu a curiosidade de Epps, que, com vivência suficiente para detectar um sucesso a distância, destaca: “É incomum bandas transitarem entre os estilos,  e acho isso muito positivo. Gosto de usar minha experiência com bandas novas. Este tipo de música é bem-aceito no mercado”.

Histórico
A  Janice Doll começou em 2003 e já participou de festivais como o Rolla Pedra e Cuca Fresca, além de tocar em pequenos shows. É formada por Paul Hodel (guitarras e vocal), Frank Martins (guitarra) e os irmãos Leo (baixo) e Fábio Krieger (bateria). Eles conseguiram  se destacar no exterior por causa da internet. “Criamos um site no Multiply e hospedamos nosso clipe no Youtube (site de vídeos)”, conta Paul. “Em menos de um mês, o vídeo recebeu mais de 100 mil visitas”.

Tamanho sucesso chamou a atenção do australiano Mike Puskas, que se tornou o empresário da banda desde março de 2007. Foi Puskas que indicou o produtor Stuart Epps para trabalhar com a Janice Dolls, sob o selo da Astral Records. “Já recebemos convites para tocar em festivais nos Estados Unidos e Canadá”, adianta o vocalista.

A Janice Doll relaciona, em seu rol de influências,  os trios Nirvana, Placebo e Muse. As canções são todas em inglês, embora a banda não descarte a possibilidade de compor alguma em português.

As gravações foram feitas nos estúdios de Philippe Seabra (vocalista e guitarrista da banda Plebe Rude), no Lago Norte. Seabra, que já trabalhou durante quatro anos com o baixista Leo Krieger, da banda Colina, disponibilizou o espaço particular por acreditar no potencial dos músicos.

“Para mim é uma honra terem escolhido o meu estúdio porque eles têm instrumentistas fantásticos”, elogia. “É ótimo poder acompanhar de perto a produção do disco”.

Egresso de um tempo em que a capital federal era vista, alto e bom som, como um manancial roqueiro, ele hoje tem outra visão desse panorama: “Atualmente Brasília não é a capital do rock. O título fica com Goiânia. Mas isso não quer dizer que só lá é que existem bandas boas”, ameniza, citando grupos de outros estados como Superguidis (RS), Los Porongas (AC) e Suzana Flag (PA).

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