Um dos grandes pesadelos da adolescência, ninguém tem dúvida, são as espinhas. O incômodo causado, principalmente estético, levam os jovens a terem os mais diversos tipos de comportamento, da raiva ao recolhimento social.
Mas, há sempre esperanças e boas notícias na área. Pesquisadores anunciaram um avanço que pode ajudar a tornar passado este velho e recorrente problema. A equipe de cientistas, que inclui especialistas de vários centros de pesquisa da Alemanha e do Instituto Pasteur, em Paris, relatou a obtenção do mapa genético completo da bactéria propionibacterium acnes, importante causa da doença que afeta a pele de 80% da população.
A Propionibacterium acnes é uma moradora comum da pele humana e normalmente vive, sem causar dano, dentro das glândulas secretoras de óleo, dentro dos folículos de pêlo. Por meio de uma séria de mecanismos, porém, o micróbio pode acabar induzindo à acne. Para 15% dos jovens que sofrem da doença, isso significa um quadro severo de erupções, que deixa cicatrizes. É para eles que os cientistas acreditam que a obtenção do genoma da P. acnes será mais útil, podendo ajudar a desenvolver um método de prevenção.
“Holger Brüggemann e seus colegas dizem que a seqüência do genoma fornece a base para a descoberta de novos medicamentos para a acne e outras doenças associadas à bactéria”, relata a Science, num comunicado.
No estudo chefiado por Brüggemann, do Instituto Pasteur, foram identificados os 2.333 genes da bactéria e possível alvos para novos remédios. Tratam-se de produtos de alguns desses genes que respondem pela capacidade a P. acnes de “atacar e destruir componentes da pele humana”, entre eles “substâncias que podem estar envolvidas no acionamento da inflamação que ocorre na acne”.