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Ásia pop

Arquivo Geral

13/03/2006 0h00

Além de ser uma das mais surpreendentes forças econômicas emergentes do mundo, a Ásia vem também conquistando corações e mentes do Ocidente com um cinema absolutamente inovador. Uma pequena demonstração do novo trabalho cinematográfico asiático será apresentado na mostra Ásia Pop, realizada de hoje a sexta-feira, na Casa Thomas Jeffernson, com entrada franca. Crítico de cinema há mais de 15 anos, Sérgio Moriconi recebeu um convite da Casa Thomas Jefferson e há quatro anos é curador das quatro mostras realizadas por ano. Para esta mostra, escolheu cinco filmes que representam o novo cinema oriental. “A idéia foi fazer esse painel da Ásia, mostrando a contaminação pelos elementos ocidentais, que eles mesclaram às características orientais”, explica Moriconi.
O título da mostra foi escolhido para mostrar que o cinema clássico oriental ganhou elementos contemporâneos e ocidentais. “Quando penso em cinema asiático, me refiro ao Extremo Oriente (China, Vietnã, Japão, Tawain e Hong Kong), mas as pessoas têm em mente o cinema japonês clássico. Não se dão conta que ele se tornou pop, por usar linguagem moderna e elementos ocidentais como o rock, a calça jeans e a cultura pop internacional”, explica. “A cultura tradicional desses países é muito contaminada pelos valores ocidentais”, acrescenta Moriconi.
Filmes dos consagrados realizadores Takeshi Kitano, do Japão, e Wong Kar-Wai, de Taiwan – duas referências incontornáveis da arte cinematográfica hoje – estarão na programação, ao lado de obras de realizadores da China, de Hong-Kong e do Vietnã, formando assim um caleidoscópio que revelará as múltiplas faces do continente.
A programação começa com exibição do inédito Plataforma (2000), do chinês Jia Zhang-Ke. O filme aborda a entrada, nos anos 80, das primeiras influências estrangeiras num país politicamente fechado como a China. “Ele foca em um grupo de teatro que fazia peças didáticas e muda os temas de acordo com a política do país. Mostra um retrato fantástico da China, de como se tornou emergente”, explica o curador.
Amanhã tem o filme vietinamita As Luzes de Um Verão (2000), de Tran Anh Hung. “Ele fala do Vietnã moderno, uma revelação sobre a visão que a gente pode ter no país”, define Moriconi. De Hong Kong, o filme Cinema Mágico (2004), de Xiao Jiang, é o equivalente chinês de Cinema Paradiso, que vai demonstrar a universalidade, a magia o poder revelador e da sétima arte naquele país. De Taiwan, Anjos Caídos (1995), do diretor Wong Kar-Wai, que dirigiu filmes de sucesso como 2046 e Amor à Flor da Pele. Encerra a mostra O Verão de Kikujiro (1999), dirigido por Takeshi Kitano, uma das referências do cinema japonês. “Escolhi um filme suave dele, diferente dos outros, que são violentos. Não é o estilo mais conhecido do diretor, mas expressa o Japão moderno”, define.
Serviço

Ásia Pop – Mostra de filmes orientais, de hoje a sexta-feira, no Cinema da Casa Thomas Jefferson (706/906 Sul), com sessões às 20h. Entrada franca. Com legendas em português. Curadoria: Sérgio Moriconi.

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