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Às sombras da chuteira imortal do Rei Pelé

Arquivo Geral

26/06/2004 0h00

Pelé Eterno, o documentário de Anibal Massaíni Neto, acertou em cheio em sua proposta de alimentar o ego de cada brasileiro que tem orgulho do seu futebol. São muitos gols, muitas jogadas, muita emoção colocada em campo, à flor da pele. A cada corrida do deus negro do futebol, os olhos dos espectadores acompanham sensíveis a predestinada glória já alcançada. Parece novidade, mas já aconteceu. Parece mentira, mas aquela bola enfiada pelo meio das pernas de três zagueiros foi de verdade.

O filme consolida-se registro definitivo de uma época e de um ídolo. Com respeito à linha do tempo de cada acontecimento em torno da vida do ex-atleta Edson Arantes do Nascimento – eternizado como Pelé –, Anibal experimenta um formato de certa forma diferente de narrar a trajetória do Atleta do Século 20.

Enquanto correm as imagens – frutos de uma pesquisa minunciosa – são lançados depoimentos de ex-jogadores, jornalistas, comentaristas, familiares e do próprio Pelé, recortados no canto da tela. A opção foi bem-sucedida, porém, Anibal poderia ter poupado certos comentários do hoje empresário Edson. Em consecutivos momentos, o astro-rei do futebol (como define o jornalista Armando Nogueira no texto escrito para a narração na película) se encontra repetitivo. Descreve sem muita emoção uma jogada que, dali a alguns minutos seria detalhada na telona.

A figura homenageada do jovem Pelé, o desportista que dominava com rédeas curtíssimas a “redonda”, é exultada com todas as devidas honras. Em certos momentos, como não deixaria de ser, Anibal abre alguns poucos frames para falar da intensa vida amorosa do rei e mostra o lado mais chato da personalidade maior do futebol: o compositor meia-boca e o garoto-propaganda. Desnecessário.

Desconsiderados os delizes do Edson de fora dos gramados, Pelé Eterno é uma saudação ao futebol brasileiro e brilha na telona com raras jogadas – das mais belas já registradas nos anais do esporte mundial.

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    26/06/2004 0h00

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    O filme consolida-se registro definitivo de uma época e de um ídolo. Com respeito à linha do tempo de cada acontecimento em torno da vida do ex-atleta Edson Arantes do Nascimento – eternizado como Pelé –, Anibal experimenta um formato de certa forma diferente de narrar a trajetória do Atleta do Século 20.

    Enquanto correm as imagens – frutos de uma pesquisa minunciosa – são lançados depoimentos de ex-jogadores, jornalistas, comentaristas, familiares e do próprio Pelé, recortados no canto da tela. A opção foi bem-sucedida, porém, Anibal poderia ter poupado certos comentários do hoje empresário Edson. Em consecutivos momentos, o astro-rei do futebol (como define o jornalista Armando Nogueira no texto escrito para a narração na película) se encontra repetitivo. Descreve sem muita emoção uma jogada que, dali a alguns minutos seria detalhada na telona.

    A figura homenageada do jovem Pelé, o desportista que dominava com rédeas curtíssimas a “redonda”, é exultada com todas as devidas honras. Em certos momentos, como não deixaria de ser, Anibal abre alguns poucos frames para falar da intensa vida amorosa do rei e mostra o lado mais chato da personalidade maior do futebol: o compositor meia-boca e o garoto-propaganda. Desnecessário.

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