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As reformas e as massas silenciosas

Arquivo Geral

16/06/2003 0h00

O retrato da desigualdade social no Brasil foi mostrado nos últimos dias com a divulgação da Síntese de Indicadores Sociais 2002, estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O relatório revela que 1% da população tem rendimentos equivalentes à soma obtida pelos 50% mais pobres. E o mais espantoso: mais de 40 milhões de trabalhadores não têm carteira assinada, nem contribuem para a Previdência Social. Os desassistidos pela rede de seguridade são 54,3% da população ocupada. Essa parcela gigante da Nação não é representada por sindicatos, centrais sindicais e outros movimentos reivindicatórios que levantam a voz contra as reformas constitucionais. Os 40 milhões de brasileiros sem carteira assinada são as vítimas silenciosas de um sistema tributário perverso, que empurra milhões de pessoas para a banda clandestina da economia e dificulta sua contratação regular por parte de empresas legalmente constituídas. E muitos outros, formalmente empregados e com perspectivas reais de ter uma aposentadoria melhor se a reforma for aprovada, não são levados em conta pelos reacionários que não admitem mudar a Previdência Social. A defesa de direitos adquiridos é inatacável do ponto de vista legal. Mas mais da metade dos trabalhadores não tem acesso a direito algum. Uma perspectiva ética que contemple todos os brasileiros torna moralmente injustificável a manutenção dos atuais sistemas tributário e previdenciário. Conciliar inclusão social e respeito às garantias constitucionais é o desafio diante dos congressistas, que não podem

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