À maneira dele, seguindo suas próprias convicções, Sílvio Santos fez uma grande limpeza no SBT. Cortou o número dos seus funcionários pela metade e arcou com as conseqüências do que isso acabou significando. As medidas tomadas tiveram influência direta na programação, mexicanizada em boa parte dos seus itens e completada, reconhecidamente, por bons filmes e os velhos programas de auditório de sempre. Dia desses, conversando com um dos “sobreviventes” deste cataclismo, ele entendia que o nosso herói se preocupou em “cortar a gordura” e que o grande objetivo era fazer sua emissora trabalhar tão só com o necessário e suficiente.
Em parte, é preciso reconhecer, essa meta foi alcançada. Mesmo sofrendo desfalques em seus índices e exibindo
uma programação precária, o SBT continua segurando o segundo lugar de audiência. SS determinou, inclusive, a demissão de diretores que recebiam altos salários, porém acabou fazendo perigosas concessões. A regra não
valeu para todos. Alguns, que não têm tanta competência assim, mas possuem bons “padrinhos”, ou quase isso, permaneceram por lá e estão longe de atender as
necessidades atuais da emissora. São figuras que não contam absolutamente nada. Parte desse pessoal, até freqüenta os corredores da Anhanguera, são alegres, contam piadas, falam mal da vida de todo mundo e até disfarçam que trabalham. Outros aparecem – porque trabalhar não é o caso – apenas uma vez por semana. Em comum, apenas o fato de saberem aproveitar muito bem os prazeres da vida com os
seus altos salários.