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Arte para os olhos da alma

Arquivo Geral

10/08/2004 0h00

Começa hoje mais uma peculiar mostra de cinema no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). É Cinema Sem Palavras, com curadoria do jornalista Christian Caselli, que tem como proposta mostrar um panorama do cinema mundial que não utiliza a palavra, seja ela escrita ou falada. “É preciso salientar que não é uma mostra sobre o cinema mudo. É diferente, porque o cinema mudo não utilizava nenhum tipo de som. Aqui, teremos filmes com música e outros efeitos sonoros”, explica Caselli, que também foi o curador da mostra F para Falso, em cartaz no CCBB em fevereiro passado.

A idéia de montar Cinema Sem Palavras surgiu da mania que Caselli tem de montar listas de filmes. “Sempre fiquei intrigado com o poder que certos diretores têm de contar longas narrativas só com imagens. É um desafio muito grande. Passei a pesquisar e quando percebi tinha uma série de produções de diferentes épocas, países e gêneros”, conta. “A programação privilegia filmes em que a sonoridade é fundamental, como O Baile, de Ettore Scola.” O longa do diretor italiano apresenta fatos marcantes da história da França no século 20, com um único cenário que é um salão de dança.

Outro destaque é Begotten, de E. Elias Merhige. “Apesar de excelente, esse filme é esquisito. É muito radical em termos de experimentação. Por isso, terá apenas uma sessão”, afirma Caselli.

Integram a programação filmes diversificados como Koyaanisqatsi, Powaaqatsi; Naqaygatsi, de Godfrey Reggio (que discute temas como o consumo e o avanço tecnológico), A Guerra do Fogo, de Jean-Jacques Annaud (uma volta aos tempos dos homens das cavernas), O Ilusionista, de Jos Stelling (que mistura a história de Abel e Caim com teorias freudianas) e outros. Entre os clássicos, A Última Gargalhada, de F. W Murnau; Berlim, Sinfonia de Uma Cidade, de Walter Ruttman e O Homem com a Câmera, de Dziga Vertov.

Quinta-feira haverá um debate após a apresentação de O Baile, com a participação de João Luiz Vieira, Adalberto Muller Jr e Helena Dale Couto. João Luiz Vieira é professor-doutor do Departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense; Adalberto Muller é professor de Literatura e Cinema da Universidade de Brasília, crítico de cinema e roteirista; e Helena Dale Couto é fonoaudióloga com pós-graduação em Audiologia. O debate tem entrada franca.

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    10/08/2004 0h00

    Começa hoje mais uma peculiar mostra de cinema no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). É Cinema Sem Palavras, com curadoria do jornalista Christian Caselli, que tem como proposta mostrar um panorama do cinema mundial que não utiliza a palavra, seja ela escrita ou falada. “É preciso salientar que não é uma mostra sobre o cinema mudo. É diferente, porque o cinema mudo não utilizava nenhum tipo de som. Aqui, teremos filmes com música e outros efeitos sonoros”, explica Caselli, que também foi o curador da mostra F para Falso, em cartaz no CCBB em fevereiro passado.

    A idéia de montar Cinema Sem Palavras surgiu da mania que Caselli tem de montar listas de filmes. “Sempre fiquei intrigado com o poder que certos diretores têm de contar longas narrativas só com imagens. É um desafio muito grande. Passei a pesquisar e quando percebi tinha uma série de produções de diferentes épocas, países e gêneros”, conta. “A programação privilegia filmes em que a sonoridade é fundamental, como O Baile, de Ettore Scola.” O longa do diretor italiano apresenta fatos marcantes da história da França no século 20, com um único cenário que é um salão de dança.

    Outro destaque é Begotten, de E. Elias Merhige. “Apesar de excelente, esse filme é esquisito. É muito radical em termos de experimentação. Por isso, terá apenas uma sessão”, afirma Caselli.

    Integram a programação filmes diversificados como Koyaanisqatsi, Powaaqatsi; Naqaygatsi, de Godfrey Reggio (que discute temas como o consumo e o avanço tecnológico), A Guerra do Fogo, de Jean-Jacques Annaud (uma volta aos tempos dos homens das cavernas), O Ilusionista, de Jos Stelling (que mistura a história de Abel e Caim com teorias freudianas) e outros. Entre os clássicos, A Última Gargalhada, de F. W Murnau; Berlim, Sinfonia de Uma Cidade, de Walter Ruttman e O Homem com a Câmera, de Dziga Vertov.

    Quinta-feira haverá um debate após a apresentação de O Baile, com a participação de João Luiz Vieira, Adalberto Muller Jr e Helena Dale Couto. João Luiz Vieira é professor-doutor do Departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense; Adalberto Muller é professor de Literatura e Cinema da Universidade de Brasília, crítico de cinema e roteirista; e Helena Dale Couto é fonoaudióloga com pós-graduação em Audiologia. O debate tem entrada franca.

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