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Arte brasileira desembarca em Pequim em ritmo de samba e capoeira

Arquivo Geral

30/05/2007 0h00

A arte brasileira desembarcou hoje em Pequim com a inauguração de uma exposição que faz parte do XII Circuito Internacional de Arte Brasileira, em cerimônia regada a samba e capoeira.

O projeto, iniciado há 12 anos pela curadora Iolanda Gontijo, levou a arte de pintores e escultores brasileiros a todos os cantos do mundo, passando desta vez por Áustria, China e Tailândia.

“Nosso objetivo principal é fomentar a confraternização e a amizade entre os povos através da arte”, disse Gontijo durante a inauguração da mostra, em uma galeria do distrito artístico de Pequim.

A iniciativa é “auto-suficiente”, já que não conta com patrocínio de órgãos públicos. Cada artista arcou com os custos, que incluem o transporte das obras e a organização da exposição, entre outros, disse Gontijo.

Além disso, metade dos artistas não tem meios para cobrir os custos. Por isso, a despesa total é dividida entre os que podem pagar, enquanto os demais colaboram com projetos sociais no Brasil.

Cada artista – ao todo 140, provenientes de 60 cidades brasileiras – tem total liberdade para modelar em um lenço de 50 x 50 centímetros uma imagem que represente sua região.

“Eles mostram o melhor de nosso país: as pessoas, a flora, a fauna e o folclore”, disse Iolanda.

A iniciativa, apoiada pelo Itamaraty, também é uma forma de divulgar estes artistas no próprio país, já que, após participar da exposição, eles são recebidos em seus municípios como “cidadãos honorários” e passam a contar com certo reconhecimento.

Em 12 anos de existência, o Circuito Internacional de Arte Brasileira percorreu 16 países, mas Pequim é a primeira parada na Ásia. Da capital chinesa, a mostra irá para Bangcoc e São Paulo, onde será encerrada em 21 de julho.

O grupo de jovens músicos chineses “Sambasia” ofereceu aos participantes uma apresentação da “batucada” brasileira, com influências do samba do norte do país e com um ritmo fiel ao original.

Além disso, quatro professores de capoeira, que estão na capital chinesa para oferecer cursos na Universidade de Pequim, mostraram sua arte ao público. Entre os presentes estava também o embaixador do Brasil na China, Luiz Augusto de Castro Neves.

“Este evento é uma iniciativa despretensiosa, mas é o início de um reconhecimento entre dois países tão distantes”, disse Neves, questionado sobre o intercâmbio cultural entre China e Brasil.

“Existe uma grande simpatia e uma grande receptividade com a arte brasileira na China, por pouco que seja conhecida. Há uma curiosidade cada vez maior, que antes se restringia apenas ao futebol”, acrescentou o diplomata.

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