Enquanto não define seu futuro político – ele sonha em ser governador da Califórina (EUA), como Ronald Reagan, mas pressionado pela mulher Maria Shriver deve abandonar temporariamente essa idéia – o ex-Mr. Mundo Arnold Schwarzenegger estréia amanhã, sob direção de Jonathan Mostow, nos cinemas brasileiros e ingleses contabilizando mais de US$ 140 milhões de bilheterias para O Exterminador 3: A Rebelião das Máquinas. Em Brasília, o filme será o cartaz de 17 salas de cinema.
Aos 56 anos, o republicano Schwarzenegger que andou falando mal de George W. Bush no Congresso, queria “arrasar” seus adversários democratas na disputa pela Califórnia, cujo atual governador, Gray Davis, está sob iminente ameaça de um impeachment. Mas, ao contrário de Reagan – famoso cowboy de Hollywood nos anos 40 – o astro de Exterminador 3, naturalizado norte-americano, não chegaria à Casa Branca, já que sua origem austríaca esbarra num preceito constitucional: só americanos podem presidir os EUA.
Enquanto o momento político do astro fica indefinido, ele faz sua revolução nas telonas com o filme O Exterminad 3. A terceira parte de O Exterminador do Futuro tem o mais vultuoso orçamento das produções de Hollywood: US$ 170 milhões, o maior já aprovado até o momento para um único filme. Em apenas cinco semanas de exibição nos EUA e sem contar a arrecadação em outros países, o custo já está praticamente pago.
Schwarzenegger iniciou esta saga em 1984, com o lançamento do primeiro episódio. A seqüência – exibida recentemente pela Rede Globo – é de 1991. Um quarto filme já está sendo roteirizado e, para a surpresa geral, o diretor James Cameron (Exterminador I, Titanic e Alien) anunciou no início deste mês que quer rodar um híbrido, ainda neste ano, juntando na mesma produção Alien e o Exterminador.