Os tambores de Pernambuco vão rufar hoje à noite no Clube Ases (próximo ao Pier 21) com o show de lançamento do CD Palhaço do Circo Sem Futuro, o segundo do performático grupo do interior nordestino Cordel do Fogo Encantado.
A banda traz para a capital o espetáculo de apoteoses cênico-musicais do novo disco que já percorreu seis países da Europa. Serão apresentadas 12 canções, três poemas e duas profecias. “A música surge para dar uma acentuação teatral à história que queremos contar”, explica o vocalista Lirinha.
A proposta do grupo vai além da execução de músicas em seqüência. No caso das composições narradas no disco Palhaço do Circo Sem Futuro, Cordel abusa na percussão (muito mais do que no primeiro) numa narrativa bem-humorada com doses de melancolia.
A característica de construir uma lógica no decorrer do CD vem desde álbum homônimo de 2001, apadrinhado e produzido pelo percussionista Naná Vasconcelos.
“Primeiro contamos a história do Cordel do Fogo Encantado. Agora vamos narrar a do Palhaço do Circo Sem Futuro”, diz Lirinha. “Para nós, as músicas seguem numa lógica”, conclui.
No entanto, o percussionista Emerson Calado faz uma ressalva: “A nossa música é originária de um cotidiano simples. É popular, mas tem um rótulo”, comenta.
Cordel do Fogo Encantado é um dos mais bem-sucedidos conjuntos independentes da música brasileira da atualidade. O novo CD já atingiu o número de 27 mil cópias vendidas e o espetáculo agora roda as capitas brasileiras depois de passar por seis paises da Europa.
Há exatamente um mês, o grupo pernambucano foi agraciado com o Prêmio TIM de Música – equivalente ao extinto Prêmio Sharp, um dos mais importantes do país. Esse é o quinto prêmio recebido pelo Cordel nos últimos dois anos.