Seguindo uma linha bem determinada e sabendo a diferença que existe entre televisão, rádio, revista e jornal impresso, a Record se utilizou de dois pontos estratégicos da sua programação, o final da tarde e começo da noite, para promover por ali o lançamento do Tudo a Ver. Para isso, numa medida altamente saneadora, acabou com o abominável Cidade Alerta e passou a investir em uma antiga fórmula de sucesso da nossa tevê. Quem tem alguns quilômetros a mais nesta estrada certamente se lembra do antigo TV Mulher, um dos maiores achados da Globo em todos os tempos. O Tudo a Ver, guardadas as devidas proporções, é o TV Mulher de hoje, com Paulo Henrique Amorim, Patrícia Maldonado, Luciano Faccioli, Isabela Fiorentino e Olivier Anquier fazendo as vezes de Ney Gonçalves Dias, Marília Gabriela, Clodovil, Marilu Travesso e Ala Szerman. Hoje, a jornalista Cris Flores fala das notícias da televisão e, no antigo programa, essa função cabia à colunista Hildergard Angel. Não é bem a história de que “na TV nada se cria, tudo se copia”, mas o sucesso do Tudo a Ver apenas nos leva a, uma vez mais, questionar por que um dia a Globo acabou com o TV Mulher, fórmula que a todo instante permite ser atualizada e revitalizada. A Record, acredito, agradece.