Angélica foi o centro das atenções no desfile do estilista carioca Carlos Tufvesson, nesta quinta-feira, segundo dia do São Paulo Fashion Week, ao encerrar a apresentação com um vestido longo cheio de transparências e recortes que ressaltavam sua boa forma.
"Ela pisou muito bem", comentou o estilista, após o desfile. Tufvesson, que é amigo de Angélica, fez seu vestido de casamento. Na platéia, o marido da apresentadora, Luciano Huck, acompanhava tudo na maior atenção, com direito a beijinho de longe quando a mulher deixou a passarela.
"Angélica é o símbolo da mulher que visto: forte, profissional, trabalha desde cedo, teve filho e está sarada", justificou o estilista.
A presença de Angélica agitou o backstage, que ficou lotado de jornalistas e fotógrafos, mas ela deixou o Pavilhão da Bienal sem falar com ninguém. A coleção primavera-verão de Tufvesson usou uma cartela de cores minimalista, que apostou no branco, off-white, tom de pele e preto.
"O monocromático não é uma novidade no meu trabalho, mas a ausência de cor aqui é uma expressão comportamental, condizente com o momento em que vivemos", explicou o estilista, acrescentando que as pessoas vivem sob o pessimismo, agravado pela violência urbana. "O branco é paz, é uma mensagem aos governantes para dar um basta nessa situação", afirmou.
Na passarela, surgiram vestidos curtos e longos, macacões, blusinhas, calças e jaquetas perfecto. Os vestidos eram muito leves e ajustados ao corpo. Alguns modelos foram feitos com um patchwork de sedas, outros traziam recortes vazados com organza ou deixavam a pele à mostra.
"Queria trazer o corpo mais trabalhado, pois a forma eclipsou o corpo", teorizou o estilista.
A mesma vontade de revelar apareceu nos cabelos das modelos, feitos por Celso Kamura, que os prendeu em rabos no alto da cabeça e os transformou em franjas, deixando a nuca à mostra.