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Amante da música

Arquivo Geral

01/03/2004 0h00

Um jovem de 25 anos amante da música clássica e com quatro livros publicados. Esse é o histórico do brasiliense Alisson Felipe. Com talento e apoio de uma editora do Rio de Janeiro, ele busca o reconhecimento do trabalho e sonha em viver da literatura.

A paixão pelo estilo musical surgiu dentro de casa. Alisson cresceu ouvindo compositores estrangeiros, por influência do pai. O escritor nasceu em Brasília e, com dez anos, mudou-se para o Paraguai com a família, onde viveu até os 14 anos. Lá, começou a estudar flauta transversal, teclado e violino. Mas foi a flauta que despertou maior interesse e que ele toca até hoje.

Alisson já chegou a pensar em ser instrumentista, de viver da música. Mas viu que a realidade era diferente e hoje ele tem a flauta como um hobby. “Vi que não seria um regente ou instrumentista, então tive a idéia de escrever sobre música”, lembra Alisson.

Essa idéia deu origem aos três romances históricos sobre grandes compositores clássicos: o austríaco Franz Schubert, o italiano Niccolò Paganini e o russo Sergei Rachmaninoff. Em quatro meses já tinha os três livros prontos. “Como sempre estudei sobre esses compositores foi mais fácil escrever. A pesquisa já estava meio que pronta na minha cabeça, só passei para o papel”, afirma.

Mas não bastava o que ele já tinha lido e estudado. Era preciso mais informação. Para ele, foi muito difícil encontrar material de pesquisa sobre o assunto. A maioria do que conseguiu foi em livros em espanhol. “Por isso meus livros têm um diferencial, são obras inéditas aqui no Brasil”, afirma.

Além de músico, Alisson se dedica a outra formação. No fim deste ano, conclui o curso de psicologia. “Meu quarto livro sai da música e entra no meu lado psicólogo”, diz. O escritor ainda trabalha na assistência do Conselho Administrativo de Defesa Econômico (Cade). “Mesmo assim arrumo tempo para escrever”, conta.

Com os quatro livros prontos, veio a luta por uma editora. Foram dois anos de luta e decepção. “Muitas vezes, por não ser um nome conhecido, as editoras nem lêem os livros”, lamenta. Mas com a Axcel Books Editora foi diferente. “Eles se interessaram muito pelos livros de música, já que aqui no Brasil não se encontra praticamente nada sobre músicos clássicos”, diz o brasiliense.

Em outubro do ano passado, publicou o primeiro livro, O Prisioneiro. Um romance curto e objetivo que traz reflexões sobre a busca da liberdade interior.

A partir daí, não parou. Já em novembro, publicou Schubert – Entre a Música e a Paixão, Rachmaninoff – Depressão, Amor e Música e Paganini – O Guarnerius Endiabrado. De acordo com Alisson, são histórias romanceadas, para tornar a leitura mais agradável. “Por ser jovem e gostar de música clássica, não tinha como atingir jovens com biografia, a leitura seria difícil. Com romances espero atingir um maior número de leitores”, diz.

Em um ano publicou quatro livros e já tem três outros títulos prontos. Mais um da série de compositores e dois de ficção, mais voltado para a filosofia e psicologia. “Não tenho como provar a qualidade da minha literatura se as pessoas não lerem. É preciso conhecer”, diz o escritor.

Para Alisson, é muito difícil viver de literatura em Brasília. “De todo o processo, o mais complicado foi conseguir uma editora e depois a venda. O País não é de leitura, ainda mais com um tema direcionado”, analisa.

Com três livros prontos, Alisson Felipe agora quer se formar em Psicologia, editar os três livros que já fez e produzir outros. “Meu grande sonho é viver só da literatura”, conclui o brasiliense.

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    Amante da música

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    01/03/2004 0h00

    Um jovem de 25 anos amante da música clássica e com quatro livros publicados. Esse é o histórico do brasiliense Alisson Felipe. Com talento e apoio de uma editora do Rio de Janeiro, ele busca o reconhecimento do trabalho e sonha em viver da literatura.

    A paixão pelo estilo musical surgiu dentro de casa. Alisson cresceu ouvindo compositores estrangeiros, por influência do pai. O escritor nasceu em Brasília e, com dez anos, mudou-se para o Paraguai com a família, onde viveu até os 14 anos. Lá, começou a estudar flauta transversal, teclado e violino. Mas foi a flauta que despertou maior interesse e que ele toca até hoje.

    Alisson já chegou a pensar em ser instrumentista, de viver da música. Mas viu que a realidade era diferente e hoje ele tem a flauta como um hobby. “Vi que não seria um regente ou instrumentista, então tive a idéia de escrever sobre música”, lembra Alisson.

    Essa idéia deu origem aos três romances históricos sobre grandes compositores clássicos: o austríaco Franz Schubert, o italiano Niccolò Paganini e o russo Sergei Rachmaninoff. Em quatro meses já tinha os três livros prontos. “Como sempre estudei sobre esses compositores foi mais fácil escrever. A pesquisa já estava meio que pronta na minha cabeça, só passei para o papel”, afirma.

    Mas não bastava o que ele já tinha lido e estudado. Era preciso mais informação. Para ele, foi muito difícil encontrar material de pesquisa sobre o assunto. A maioria do que conseguiu foi em livros em espanhol. “Por isso meus livros têm um diferencial, são obras inéditas aqui no Brasil”, afirma.

    Além de músico, Alisson se dedica a outra formação. No fim deste ano, conclui o curso de psicologia. “Meu quarto livro sai da música e entra no meu lado psicólogo”, diz. O escritor ainda trabalha na assistência do Conselho Administrativo de Defesa Econômico (Cade). “Mesmo assim arrumo tempo para escrever”, conta.

    Com os quatro livros prontos, veio a luta por uma editora. Foram dois anos de luta e decepção. “Muitas vezes, por não ser um nome conhecido, as editoras nem lêem os livros”, lamenta. Mas com a Axcel Books Editora foi diferente. “Eles se interessaram muito pelos livros de música, já que aqui no Brasil não se encontra praticamente nada sobre músicos clássicos”, diz o brasiliense.

    Em outubro do ano passado, publicou o primeiro livro, O Prisioneiro. Um romance curto e objetivo que traz reflexões sobre a busca da liberdade interior.

    A partir daí, não parou. Já em novembro, publicou Schubert – Entre a Música e a Paixão, Rachmaninoff – Depressão, Amor e Música e Paganini – O Guarnerius Endiabrado. De acordo com Alisson, são histórias romanceadas, para tornar a leitura mais agradável. “Por ser jovem e gostar de música clássica, não tinha como atingir jovens com biografia, a leitura seria difícil. Com romances espero atingir um maior número de leitores”, diz.

    Em um ano publicou quatro livros e já tem três outros títulos prontos. Mais um da série de compositores e dois de ficção, mais voltado para a filosofia e psicologia. “Não tenho como provar a qualidade da minha literatura se as pessoas não lerem. É preciso conhecer”, diz o escritor.

    Para Alisson, é muito difícil viver de literatura em Brasília. “De todo o processo, o mais complicado foi conseguir uma editora e depois a venda. O País não é de leitura, ainda mais com um tema direcionado”, analisa.

    Com três livros prontos, Alisson Felipe agora quer se formar em Psicologia, editar os três livros que já fez e produzir outros. “Meu grande sonho é viver só da literatura”, conclui o brasiliense.

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