Oalto-astral da atriz contagia quem está por perto. Sorridente, apaixonada e de bem com a vida, Cláudia se desmancha ao falar sobre o marido, Edson Celulari, com quem está casada há 11 anos, e sobre os filhos. “Eu não imaginava que seria uma mãezona, pois nunca fui daquelas pessoas que sonhavam ter filhos. Quando conheci o Edson, percebi que ele era o amor da minha vida. O desejo de ser mãe veio após 5 anos juntos. Era a hora de celebrar o nosso amor”, lembra a atriz, que planeja engravidar outra vez. “Quero muito ter mais um filho. Agora estou na novela e ainda tem um musical que pretendo fazer ano que vem, vai ficar para depois disso. Mas eu e o Edson desejamos mais um”, confirma.
O tempo livre para curtir a família tem sido cada vez mais curto por conta das gravações de Belíssima. É durante os intervalos que a intérprete de Safira consegue falar com os filhos e organizar as malas deles por celular para uma rápida viagem à Disney com o pai, por exemplo. Circula pelo Projac atenta aos dois celulares para não perder nenhuma ligação de casa.
“Nós nos falamos várias vezes por dia. Tem dias que não os encontro acordados quando volto, mas eles sempre me ligam para dar boa noite antes de dormir”, diz. Após 25 anos de carreira, 23 deles na Globo, Cláudia sente o gostinho de ser mãe na ficção pela primeira vez. “Nunca pude exercitar meu lado materno em outros papéis e estou estreando logo com três filhos. Claro que o ator tem de estar preparado para tudo, mas quando você sabe do que se trata na vida real, tem outra dimensão”, explica a veterana.
Em casa, não é só o marido que admira o trabalho da amada. Enzo é fã de carteirinha da mãe. Ele acompanha a novela sempre que pode, mas se os pais o proíbem de assistir a algum trecho, obedece sem criar problemas. “Quando tem cenas que ele não pode ver, eu aviso e ele sai da sala sem perguntar. Acho que não precisa ver, apesar de ele saber como funciona a carreira dos pais. Só que ele tem oito anos e pode ficar com a imagem no subconsciente”, diz.
As cenas em questão são os encontros calientes entre Safira e o mecânico Pascoal, vivido por Reynaldo Gianecchini, na oficina, onde ela aparece de lingerie e aos beijos com o rapaz. “Sempre há um constrangimento para gravar essas cenas. Mas esses tórridos encontros aparecem de forma elegante na história e agradam ao público. Mexe com as fantasias sexuais das pessoas”, acredita a atriz.
Lurdinha Mas engana-se quem pensa que assistir a essas cenas incomodam Edson. Depois de ser o centro das atenções na pele do tio Glauco, fazendo par romântico com Cleo Pires, a Lurdinha de América, agora é a vez de Cláudia e Gianecchini darem o que falar. “As pessoas ficam especulando. Uma vez uma repórter me disse que em São Paulo a imprensa jurava que meu casamento não resistiria a Lurdinha. Quem disse isso? Torcemos um pelo outro”, avisa. “Mas posso dizer que é ótimo contracenar com o Gianecchini, que tem uma beleza de príncipe. Nos divertimos à beça e ele é um querido. Mas, em casa eu também tenho um homem lindo, o meu companheiro. Acho que estou com sorte”, diz, aos risos.
Cláudia e Edson vivem numa eterna lua-de-mel. Sempre que um fala sobre o outro, os olhos brilham e o sorriso toma conta do rosto. Os atores não buscam ser um casal-padrão, ou exemplar, mas garantem ter encontrado a receita da felicidade nas coisas simples da vida. Porém, com muitas surpresas. “São mínimas coisas que fazem a diferença. Um bilhetinho, uma flor, um presente, dormir uma noite fora de casa, uma viagem. O segredo é querer estar juntinho e surpreender o outro. Mas não existem os dez mandamentos para se encontrar um grande amor”, diz ela. “Até porque acho que a nossa relação é o encontro de almas, de vidas, de amor”, acrescenta.
Mas como todo casal, Cláudia e Edson também precisam driblar as dificuldades do dia-a-dia. “A gente se entende, queremos estar juntos. Mas lutamos por isso. Não é fácil para um casal com filhos, com o trabalho e tudo mais. É uma luta constante, onde a disponibilidade, o respeito e a educação são fundamentais. E o Edson é extremamente educado no amor”.
Sorte no amorSe na vida real a atriz teve sorte no amor, na ficção sua personagem não pode dizer o mesmo. Recém-separada de Takai (Carlos Takeshi), Safira já caiu nos braços do mecânico Pascoal, mas morre de ciúme do amor do rapaz por Vitória, vivida por Cláudia Abreu. No caso de Cláudia, que foi casada por apenas três anos com o ator Alexandre Frota (a união, cheia de pompas, foi em 86), o romance com Celulari começou quando contracenaram em Deus Nos Acuda (1992).
Dar vida à fogosa Safira não é novidade para a atriz. Ela já interpretou tipos parecidos, como a personagem-título da série Engraçadinha, a Mina, de O Beijo do Vampiro, e a inesquecível Tancinha, de Sassaricando. Dona de curvas perfeitas no alto de seus 1,80m, a atriz nunca se incomodou em ser tachada de mulherão. “Mas também quero ter a oportunidade de fazer um Tonhão (TV Pirata), ou uma nordestina desdentada. Gosto de fazer personagens feios também e adoro fazer vilã. Pretendo fazer muitas”, avisa.
Boa formaPara manter o corpo e a saúde em dia, Cláudia faz um treinamento de atleta, que inclui aulas particulares de balé com a professora Chica Timbó e exercícios de aeróbica e musculação com o personal trainer Tonhão. Nem as longas horas dedicadas ao trabalho prejudicam a rotina da atriz. “Cada dia malho num horário diferente. Às vezes até meia-noite. Combino os horários mais incríveis com a Chica. Quando o Tonhão está em São Paulo, me orienta por telefone. O meu corpo pede. É por questão de saúde, mais do que estar gorda ou magra, ou de bumbum levantado”, garante a atriz, prestes a completar 39 anos.
“Sou capricorniana, persistente. Tive minha fase de patinho feio, mas não acho que fiquei tão bonita assim. Foi uma junção de coisas que me fez uma mulher interessante. Já recebi o título de Musa do Verão; com essa cor!”, conta Cláudia, que na família era conhecida pelo apelido de Franguinho. “Eu amo frango e sempre tinha que ter um só para mim nos almoços. Não sobrava para ninguém, comia tudo”, revela.