Acaba de ser lançado um acessório para berço feito para reduzir os sintomas do refluxo gastroesofágico – retorno do conteúdo gástrico para o esôfago. Cerca de 60% das crianças de quatro meses apresentam esse distúrbio. O problema se manifesta pela regurgitação do leite e é muito comum nos primeiros meses de vida. “O refluxo ocorre porque há um relaxamento prolongado da musculatura da região, o que permite o retorno do material ácido do estômago para o esôfago”, explica Vera Lúcia Sdepanian, professora de gastroenterologia pediátrica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Geralmente, o refluxo não causa desconforto; a maioria das crianças com esse problema é chamada de regurgitador feliz. Há um grupo, porém, que apresenta mais sintomas além da regurgitação. Nesse caso, o problema é chamado de doença do refluxo gastroesofágico. As crianças com essa doença apresentam vômitos associados a outros sintomas, como baixo ganho de peso, choro excessivo, tosse crônica, chiado no peito, inflamação no esôfago, bronquite e otite de repetição, afirma Vera Sdepanian.
A Almofada Anti-refluxo Infantil – fabricada pela Copespuma – deve ser colocada embaixo do colchão, o que faz com que o bebê durma com o tronco um pouco mais elevado, dificultando, assim, o retorno do conteúdo estomacal em direção à garganta e à boca.
As melhores posições para deitar o bebê são sobre o lado esquerdo do corpo ou de barriga para cima, com a cabeceira do berço elevada à 30, diz o pediatra Ricardo Gama Carneiro. A inclinação também pode ser obtida colocando volumes, como listas telefônicas, sob o pé do berço. Carneiro faz, no entanto, uma ressalva quanto ao uso da almofada para crianças maiores de seis meses: “O bebê pode alcançar a grade do berço e usar a parte mais alta do colchão como um trampolim para o chão”.