O instrumento é a viola. Os temas, ligados à natureza, são a água, a boiada, os peões, galopes e pássaros. A voz é de Almir Sater. Reunidos, o violeiro, seu instrumento e as músicas, que exaltam a vida natural, serão a atração desta quinta-feira , às 23h, na XXV Expoabra, na Granja do Torto.
Na apresentação, o violeiro lembrará seus maiores sucessos, como Um Violeiro Toca, Amanheceu, Peguei a Viola, Trem do Pantanal, Tocando em Frente e Cio da Terra. “Contudo, a maioria das músicas de meus shows são definidas na hora. Vou sentindo o momento, o público, a empolagação e o repertório vai surgindo. É bastante imprevisível”, disse o cantor.
Para ele, sua música tem boa aceitação em Brasília. “Afinal, há em todo o País um público que aprecia muito a música de raiz e Brasília é a síntese do Brasil”, avaliou. Ele elogiou também a presença de uma geração de violeiros, especialmente ligada ao professor Roberto Corrêa, um estudioso da viola caipira e autor de um livro referência sobre o assunto, A Arte de Pontear Viola.
Desde pequeno, em sua cidade natal, Campo Grande (MS), Almir Sater se sentia atraído pela vida na fazenda, pelos animais e pelo som da viola. Aos 12 anos já tocava violão, e aos 20 seguia para o Rio de Janeiro para estudar. Um dia no Largo do Machado, no bairro carioca do Catete, Almir presenciou uma dupla mineira tocando viola caipira. Desistiu da pretendida carreira de advogado e adotou Tião Carreiro como mestre.
Em 1979, com 23 anos, foi tentar a carreira artística em São Paulo. Lá conheceu sua conterrânea Tetê Espíndola, na época líder do grupo Lírio Selvagem, com quem fez suas primeiras apresentações em público. A seguir, no Projeto Vozes & Violão, começou a se apresentar em teatros paulistanos, mostrando suas composições. A partir daí, sua música começou a se tornar conhecida como música de raiz por excelência, estourando nas rádios e TVs do País. Gravou seu primeiro disco, Almir Sater, em 1981, e três anos depois montou a Comitiva Esperança com a qual viajou pelo pantanal para pesquisar a música e os costumes da região.
Como ator, Almir Sater atuou na novela Pantanal, da extinta TV Manchete, que o tornou ainda mais conhecido para o público. Na mesma emissora, trabalhou também na produção Ana Raio e Zé Trovão. Na Rede Globo, em 1996, atuou na novela O Rei do Gado. Após esse trabalho tem dedicado exclusivamente à sua música. Seu último CD, Sete Sinais, com todas as faixas inéditas, traz entre várias composições suas algumas de Paulo Simões e outras de Tavinho Moura.
Almir Sater – Dia 6 de setembro, quinta-feira, às 23h, no Parque de Exposições da Granja do Torto. Ingresso: 1kg de alimento não-perecível. Sexta: Jackson Antunes e grupo de dança Alegria e Amizade. Sábado: Henrique & Ruan, Pedro Paulo & Matheus, Zé Mulato & Cassiano e o grupo Considerados. Mais informações pelo telefone 3468-8265.