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Arquivo Geral

29/08/2004 0h00

Não é novidade para ninguém que a trama de Senhora do Destino gira, quase que inteiramente, sobre a nordestina Maria do Carmo, até aqui muito bem interpretada por Suzana Vieira. Este é um ponto. O outro tem a ver com um leitor da Paraíba que resolveu pegar no pé da Letícia Spiller. “Por que a mulher de Reginaldo (Du Moscovis) só termina suas frases com um ‘né não’?”, pergunta. “Muitos personagens que encarnam nordestinos usam muito essa expressão, como se ela fosse usada à exaustão por aqui”, continua. “Poucas vezes a TV consegue se aproximar, de fato, da linguagem nordestina, que hoje, com a globalização, tem poucas diferenças da nacional”. E conclui: “Arretado é coisa do passado que se perdeu no tempo”. Aguinaldo Silva, o autor da novela, que é nordestino, responde: “Primeiro: Viviane (Spiller) não é nordestina, é da Baixada Fluminense, no Estado do Rio, e nem sempre suas frases terminam com esse regionalíssimo: ‘né, não?’. Segundo: concordo com o leitor que poucas vezes a televisão consegue reproduzir o sotaque das regiões que retrata, a não ser quando o autor dos textos é daquela região. É o caso de Senhora do Destino. Eu sou pernambucano, tenho sotaque, vou lá periodicamente, sei como as pessoas de lá falam, que tipo de palavras elas continuam usando ou não e, como se não bastasse, para dar a Maria do Carmo um sotaque o mais fiel possível, foi contratada uma especialista no assunto, um professora pernambucana formada em Filologia e Lingüística”. Quanto ao arretado, Aguinaldo não deixa por menos: “Em minha última viagem ao Recife eu o ouvi pronunciado até por frades franciscanos”.

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    29/08/2004 0h00

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