Quando ficou sabendo que se suas mulheres encurtassem o vestido e turbinassem o requebrado teriam trilhado meio caminho rumo ao estrelato nos Estados Unidos, a América Latina preparou sua remessa. A Colômbia mandou Shakira, Porto Rico enviou Jennifer Lopez e o Equador deu graças por ter Christina Aguilera. A dinastia das “chicanas”, que dura mais de uma década, ignorou o Brasil solenemente. Sandy, com ar de santa, fez cócegas nos americanos quando lançou um disco por lá com o irmão Júnior. Kelly Key, para seu bem, nunca pensou no assunto.
Sem silicone nos seios e carente dos atributos naturais de uma J.Lo, Alexandre Pires é o nome brasileiro mais forte no atual pop norte-americano. Os críticos que o detestam sempre se contorcem quando recebem tais notícias e mesmo seus fãs da época em que cantava no grupo Só Pra Contrariar foram maiores por aqui. Mas, se os fatos não mentem, é dele mesmo o trono. Um trono que, diga-se, tem como súditos muitos brasileiros e outros latinos que vivem nos Estados Unidos.
A Hot Latin, parada chicana da revista Billboard, o colocou em primeiro lugar com a música Ama-me. A mesma revista, uma espécie de termômetro do show biz americano, o indicou a quatro prêmios musicais importantes em uma celebração marcada para o próximo dia 8, em Miami. Seu disco Estrela Guia, previsto para sair em junho no Brasil, vendeu 120 mil cópias em uma semana nas lojas dos EUA.