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Além daquele beijo

Arquivo Geral

14/09/2003 0h00

Ciente do preconceito – “A gente está levantando bandeira, sim. Milhões de pessoas passam pela mesma situação” –, a atriz entrou preparada para todo e qualquer bombardeio no início da trama e já foi até chamada de lésbica na rua. Mas faltando um mês para o fim da novela, ela pode comemorar. O amor de Clara e Rafaela (Paula Picarelli) não só é aceito, como ainda conta com calorosa torcida do público, que quer ver as duas juntas, e, se possível, com direito ao esperado beijo na boca. “Esse beijo virou mito. Depois de fazer as pessoas conviverem naturalmente com a história delas, o importante é entender as razões do preconceito. Essa dificuldade não precisa de relação sexual ou beijo para ser retratada”, acredita Aline.

Mas, se for preciso, ela beija. “Como atriz, meu corpo é instrumento de trabalho. Na hora de gravar, a dificuldade de beijar, tocar e olhar outra mulher é a mesma de beijar um homem que não amo”, garante Aline, que define Clara e Rafaela como o casal perfeito da novela. “Alma gêmea é encontrada em qualquer orientação sexual”, completa.

Para ela, as cenas mais difíceis são as que exigem maior carga dramática. “Atriz não vê sexo. Por isso, é mais fácil seduzir do que chorar. Desafio para mim é mostrar sentimento”, revela ela, que diz sair “acabada” das brigas de Clara com a megera Paulinha (Ana Roberta Gualda). “A gente tenta fazer muita coisa na técnica, até puxão de cabelo. Mas depois de repetir seis vezes, leva uns tombos de tão cansadas”.

Cansada, mas recompensada. “Independentemente da controvérsia da personagem lésbica, tiveram produtos que acreditaram em seu potencial de garota-propaganda. Aline tem exposição grande na TV e esteve em várias capas de revista. O valor do cachê é outro quando você vai para a mídia de massa”, avalia a diretora de Atendimento da agência Fischer América, Vera Gasparini, responsável pelas campanhas de celular e cerveja, atualmente no ar, com a atriz. “Sempre tive quatro ou cinco comerciais no ar quando era modelo. Não fiquei com medo de perder publicidade por causa da novela”, emenda Aline. Ela diz que a diferença é ser mais conhecida, e que hoje as pessoas já não a confundem com a personagem.

“Me perguntei várias vezes se poderia influenciar o comportamento do público com a Clara. Mas um personagem drogado, por exemplo, não faz ninguém usar droga. Conversar sobre o assunto só esclarece”. E o público agradece.

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    Arquivo Geral

    14/09/2003 0h00

    Ciente do preconceito – “A gente está levantando bandeira, sim. Milhões de pessoas passam pela mesma situação” –, a atriz entrou preparada para todo e qualquer bombardeio no início da trama e já foi até chamada de lésbica na rua. Mas faltando um mês para o fim da novela, ela pode comemorar. O amor de Clara e Rafaela (Paula Picarelli) não só é aceito, como ainda conta com calorosa torcida do público, que quer ver as duas juntas, e, se possível, com direito ao esperado beijo na boca. “Esse beijo virou mito. Depois de fazer as pessoas conviverem naturalmente com a história delas, o importante é entender as razões do preconceito. Essa dificuldade não precisa de relação sexual ou beijo para ser retratada”, acredita Aline.

    Mas, se for preciso, ela beija. “Como atriz, meu corpo é instrumento de trabalho. Na hora de gravar, a dificuldade de beijar, tocar e olhar outra mulher é a mesma de beijar um homem que não amo”, garante Aline, que define Clara e Rafaela como o casal perfeito da novela. “Alma gêmea é encontrada em qualquer orientação sexual”, completa.

    Para ela, as cenas mais difíceis são as que exigem maior carga dramática. “Atriz não vê sexo. Por isso, é mais fácil seduzir do que chorar. Desafio para mim é mostrar sentimento”, revela ela, que diz sair “acabada” das brigas de Clara com a megera Paulinha (Ana Roberta Gualda). “A gente tenta fazer muita coisa na técnica, até puxão de cabelo. Mas depois de repetir seis vezes, leva uns tombos de tão cansadas”.

    Cansada, mas recompensada. “Independentemente da controvérsia da personagem lésbica, tiveram produtos que acreditaram em seu potencial de garota-propaganda. Aline tem exposição grande na TV e esteve em várias capas de revista. O valor do cachê é outro quando você vai para a mídia de massa”, avalia a diretora de Atendimento da agência Fischer América, Vera Gasparini, responsável pelas campanhas de celular e cerveja, atualmente no ar, com a atriz. “Sempre tive quatro ou cinco comerciais no ar quando era modelo. Não fiquei com medo de perder publicidade por causa da novela”, emenda Aline. Ela diz que a diferença é ser mais conhecida, e que hoje as pessoas já não a confundem com a personagem.

    “Me perguntei várias vezes se poderia influenciar o comportamento do público com a Clara. Mas um personagem drogado, por exemplo, não faz ninguém usar droga. Conversar sobre o assunto só esclarece”. E o público agradece.

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