O cantor e compositor Alceu Valença tem mais coletâneas do que realmente gostaria de ter. Mesmo porque grande parte delas, segundo o cantor pernambucano, não leva sua marca. “Existem muitas coletâneas minhas e, para elas, eu não sou consultado”, reclama ele. “Então, misturam alhos com bugalhos.” A resposta do compositor é seu novo CD e DVD, Alceu Valença – Ao Vivo em Todos os Sentidos, lançado pela Indie Records.
O álbum é uma espécie de coletânea autorizada. Foi Alceu quem escolheu as canções, que contemplam todas as facetas de seus 30 anos de estrada. Ou melhor, quase todas. O forró ficou de fora, apesar de o gênero já ter sido amplamente explorado em recentes CDs do cantor.
“Eu nunca tinha feito um disco que tivesse todas essas matrizes: músicas que são uma fusão com o rock, com o blues; canções urbanas, que falam sobre cidade grande; o maracatu; os frevos com orquestra”, comenta. “Neste disco, apesar dessa diversidade de composições, timbres e maneiras de cantar, existe uma conexão de uma música para outra. Existe um sentido harmônico no geral.”
Alceu enviou ao Ministério da Cultura o roteiro de um filme, escrito por ele, todo em verso e com diálogos rimados, com o título de Cordel Virtual. “É um musical, tem uma história ficcional. Tem um artista, que pode ser eu ou não”, diz Alceu.