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Álbum de família

Arquivo Geral

11/09/2004 0h00

Redentor é mais uma superprodução que pode ser considerada “da boa safra do novo cinema nacional”. Com bem elaborados efeitos especiais, movimento de câmeras dinâmico, fotografia noir e roteiro tragicômico, o longa-metragem chegou ontem aos cinemas abarcado pelo talentoso núcleo familiar de Fernanda Montenegro e Fernando Torres, que ficaram sob a batuta do filho Cláudio, na direção e no roteiro – co-produzido com a irmã Fernanda Torres.

A família Torres desembarcou ontem na cidade para lançar, oficialmente, o primeiro longa do primogênito Cláudio. “Um realismo fantástico centrado em pura realidade da classe média brasileira”, como define Fernanda, a filha, que quebrou a cabeça com o irmão e mais a autora Elena Soárez, para desenvolver o drama urbano Redentor.

Apesar de pai, mãe e filhos assinarem a produção, o papel principal fica a cargo de Pedro Cardoso e o antagonista ganha vida com Miguel Falabella. Ainda no time de artistas (globais por excelência) que figuram em pontas estão Camila Pitanga, Mauro Mendonça, Stênio Garcia, Tony Tornado, Lúcio Mauro, José Wilker e Tonico Pereira.

dama do cinemaEm coletiva de imprensa, realizada na manhã de ontem, no hall do Cine Academia (na Academia de Tênis), Fernanda Montenegro discorreu declarações sobre seu papel no filme, no qual representa Dona Isaura, a deprimida mãe do protagonista Célio Rocha (Cardoso). “Ela é uma brasileira de classe média que sucumbe a um esquema de corrupção. E diante de um estômago vazio, cansou de ser um saco de pancadas da sociedade. É triste, mas a corrupção é um ponto cultural do Brasil”, diz.

A dama do audiovisual brasileiro é estrela de três filmes que disputam o cargo de representante brasileiro no Oscar 2005: o recém-lançado Redentor, Olga e O Outro Lado da Rua. A voz da experiência de Fernanda interrompeu as argumentações em torno do filme, na coletiva, e teceu algumas considerações acerca do momento por que passa a produção cinematográfica brasileira.

Segundo ela, a estética das produções atuais – marcada por Carlota Joaquina (1995), de Carla Camurati – é o grande responsável por levar o público ao cinema. “Esse discurso de que precisamos prestigiar o cinema brasileiro não existe mais. As platéias já assistem a produções nacionais como qualquer outro filme americano”, analisa. “Antigamente, com a pornochanchada, tinha de aparecer os peitinhos da atriz. Hoje, você pode pôr os peitinhos onde quiser que não vai levar ninguém a mais ao cinema por isso”.

Redentor narra a história do jornalista Célio, cuja família passa aperto após ser vítima de golpe imobiliário do pai do empreiteiro Otávio Saboya (Falabella), amigo de infância de Célio. Saboya então chantageia o jornalista com R$ 5 milhões. Depois de um encontro com Deus, Célio tem a missão de convencer o empresário de distribuir sua fortuna entre os pobres.

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    11/09/2004 0h00

    Redentor é mais uma superprodução que pode ser considerada “da boa safra do novo cinema nacional”. Com bem elaborados efeitos especiais, movimento de câmeras dinâmico, fotografia noir e roteiro tragicômico, o longa-metragem chegou ontem aos cinemas abarcado pelo talentoso núcleo familiar de Fernanda Montenegro e Fernando Torres, que ficaram sob a batuta do filho Cláudio, na direção e no roteiro – co-produzido com a irmã Fernanda Torres.

    A família Torres desembarcou ontem na cidade para lançar, oficialmente, o primeiro longa do primogênito Cláudio. “Um realismo fantástico centrado em pura realidade da classe média brasileira”, como define Fernanda, a filha, que quebrou a cabeça com o irmão e mais a autora Elena Soárez, para desenvolver o drama urbano Redentor.

    Apesar de pai, mãe e filhos assinarem a produção, o papel principal fica a cargo de Pedro Cardoso e o antagonista ganha vida com Miguel Falabella. Ainda no time de artistas (globais por excelência) que figuram em pontas estão Camila Pitanga, Mauro Mendonça, Stênio Garcia, Tony Tornado, Lúcio Mauro, José Wilker e Tonico Pereira.

    dama do cinemaEm coletiva de imprensa, realizada na manhã de ontem, no hall do Cine Academia (na Academia de Tênis), Fernanda Montenegro discorreu declarações sobre seu papel no filme, no qual representa Dona Isaura, a deprimida mãe do protagonista Célio Rocha (Cardoso). “Ela é uma brasileira de classe média que sucumbe a um esquema de corrupção. E diante de um estômago vazio, cansou de ser um saco de pancadas da sociedade. É triste, mas a corrupção é um ponto cultural do Brasil”, diz.

    A dama do audiovisual brasileiro é estrela de três filmes que disputam o cargo de representante brasileiro no Oscar 2005: o recém-lançado Redentor, Olga e O Outro Lado da Rua. A voz da experiência de Fernanda interrompeu as argumentações em torno do filme, na coletiva, e teceu algumas considerações acerca do momento por que passa a produção cinematográfica brasileira.

    Segundo ela, a estética das produções atuais – marcada por Carlota Joaquina (1995), de Carla Camurati – é o grande responsável por levar o público ao cinema. “Esse discurso de que precisamos prestigiar o cinema brasileiro não existe mais. As platéias já assistem a produções nacionais como qualquer outro filme americano”, analisa. “Antigamente, com a pornochanchada, tinha de aparecer os peitinhos da atriz. Hoje, você pode pôr os peitinhos onde quiser que não vai levar ninguém a mais ao cinema por isso”.

    Redentor narra a história do jornalista Célio, cuja família passa aperto após ser vítima de golpe imobiliário do pai do empreiteiro Otávio Saboya (Falabella), amigo de infância de Célio. Saboya então chantageia o jornalista com R$ 5 milhões. Depois de um encontro com Deus, Célio tem a missão de convencer o empresário de distribuir sua fortuna entre os pobres.

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