Num período em que rigorosamente nada acontece, fomos surpreendidos com a saída do Boris Casoy da Record. O “surpreendidos” é uma forma de colocar o fato, muito embora essa fosse uma história da qual todo mundo sabia o fim. A dúvida era o “quando”. E foi muito antes que a maioria imaginava. Na verdade, existem aí três aspectos que podem ser colocados e analisados. O primeiro deles é que os índices do Jornal da Record deixavam a desejar, nunca ultrapassando 3 ou 4 pontos de média no horário. Por outro lado, emissora nenhuma do mundo tem duplo comando no seu Departamento de Jornalismo. A Record, na verdade, era a única e, apesar de ter concordado por muito tempo, achou que era a hora de acabar com este estado de coisas. E, por último, há quem diga que as pesadas críticas feitas ao governo e a tudo que está acontecendo no nosso País também seria um dos motivos, ainda mais num ano de eleições, onde sempre existe a possibilidade de uma farta distribuição de verbas. Prefiro não acreditar nisso, mas sou obrigado a concordar que houve, no mínimo, uma feliz coincidência. É a velha e malhada história do “juntou a fome com a vontade de comer”.