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Ah, essas novelas de tempero latino

Arquivo Geral

15/06/2003 0h00

Até que a Rede TV! volte a ser transmitida em Brasília, o público de Betty, a Feia estará órfão. Onde alguém vai arrumar uma história tão pitoresca como essa trama colombiana que conseguiu transformar a bela Ana Maria Orozco em um brucutu? A Rede TV! saiu do ar de uma hora para outra deixando interrompida a audiência de uma novela que está em seus últimos dias. E quem gosta de Betty, a Feia , vamos convir, não é de se contentar com qualquer coisa. Até porque, nem nas mexicanices do SBT é possível encontrar algo similar. O que existe de semelhante entre Betty, a Feia e o arsenal de novelas mexicanas do SBT é a latinidade desbrasileirada: são tramas objetivas, sem o excesso de personagens de nossos folhetins – cujos enredos são esticados à exaustão, dispersando o telespectador – e profundamente marcadas pelo caricato. Basta olhar os cabelos das mulheres, um primor em termos de breguice; e a caracterização de quem é do bem e quem é do mal. Que não perca por esperar quem gosta de Betty, a Feia: antes mesmo de a novela entrar em seu capítulo final, a nova atração da emissora já estará entrando no ar. Pelo nome – Pedro, o Escamoso –, não resta dúvida: a novela fará jus ao estilo colombiano de onde se originou Betty, a Feia. Miguel Varoni vive o personagem-título, um caipira que se muda para a cidade grande e vai morar em uma casa de família cujo chefe se suicida. Daí ele assume a mulher e as três filhas do falecido, sem saber que este deixou toda a herança para a amante – que outra não é senão a mulher por quem Pedro é apaixonado. A novela já foi vista em 17 países e fez sucesso inclusive na Colômbia, emparelhando com Betty, a Feia. Pudera: com argumentos de tal porte, o mínimo que virá é uma história ímpar. Porque Pedro, que se acha o gostoso, vai protagonizar tanto cenas hilárias quanto calientes. Você pode até dizer que Kubanacan, na Globo, também faz isso. Mas tem tipos repetitivos e não é “enxuta.”

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    15/06/2003 0h00

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