Diversas modalidades de dança no mesmo palco. A África é representada desde o Egito e a dança do ventre ao samba e a influência do negro na cultura ocidental. Até mesmo a música e a dança de Michael Jackson serão homenageadas. Ícone incostestável da cultura pop, rei para alguns, Michael é o principal expoente da cultura afroamericana. A Tribo das Artes se curva à grandeza do músico e finaliza o espetáculo Raízes com mais de 100 dançarinos no palco imitando os passos de Jackson.
A história do pássaro Sankofa abre o espetáculo. Sankofa é uma ave que tem o peito virado para frente e a cabeça para trás e, segundo a tradição, representa a necessidade de continuar a caminhada, apesar do passado de sofrimentos. É esse lema que conduz e inspira o espetáculo Raízes.
Aquela África sofrida das fotografias todos conhecem. A proposta do Raízes é mostrar um continente cheio de tradições, danças, arte e alegrias. A celebração da morte é mostrada como momento de libertação, não de sofrimento. “É uma espécie de micareta. Todo mundo sai à rua e festeja”, diz a historiadora Barbara de Velasco, colsultora histórica do espetáculo.
Tambores, hip hop, sapateado e capoeira também fazem parte das apresentações. A diretora da Tribo das Artes, Juliana Castro, enfatiza a pesquisa para a construção da história. “Em mais de um ano de estudos descobrimos muitas coisas interessantes. Como o respeito dos africanos pelos mais velhos. Por isso, a narrativa é feita pelo velho sábio, o Griot”.
Completando o trabalho, os cenários foram feitos pelo artista plástico Albano Dias, inspirados em figuras de diversas tradições africanas.
Serviço:
Espetáculo Raízes
Data: 3, 4 e 5 de julho, às 20h
Local: Sala Martins Penna, Teatro Nacional
Entrada: R$30 inteira e R$15 meia