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Adaptação de <i>Budapeste</i> conserva o tom onírico do livro de Chico Buarque

Arquivo Geral

22/05/2009 0h00

Adaptação do sucesso de vendas de Chico Buarque, “Budapeste” chega aos cinemas nesta sexta-feira (22) cercado de expectativa dos fãs do livro e do autor. Em seu quarto livro, Chico conta a história de José Costa, um ghost-writer, vivido por Leonardo Medeiros no filme, que empresta seu talento de escritor a clientes, contentando-se com o anonimato.

Acontece que Costa não é apenas uma máquina de escrever textos sem nome. Ele é um verdadeiro artífice da língua, sendo capaz de adaptar sua prosa marcante a diversos formatos, sejam discursos políticos, artigos de jornal ou autobiografias. O resultado são textos de qualidade, assinados pelo contratante.

De fato, o fascínio em relação a fala e a escrita é tamanho, que aos primeiros contatos com o húngaro, Costa se apaixona pela língua e determina-se a domá-la, da mesma forma que fez com o português. O ghost-writer muda-se para Hungria, onde abandona José Costa e, com a ajuda da bela Kriska, torna-se Kósta Zsoze.

Em “Budapeste”, Walter Carvalho, conhecido pelo excelente trabalho de fotografia em filmes como “Janela da Alma”, “Lavoura Arcaica” e “Madame Satã”, mostra a maturidade de seu trabalho como diretor de ficção, já que o filme é uma grande melhora em relação ao fraco “Cazuza – O Tempo Não Para”.

Em vez de tentar submeter a essência do livro ao cinema, Carvalho mergulha no universo literário da história, nos lançando na jornada introspectiva – quase metalinguística – de Costa. Assim como no livro, a ficção e a realidade se confundem, já que a história é guiada por um personagem que se desconstroí em vários outros ao longo da busca pela própria identidade de escritor.


Confira onde assistir “Budapeste” na cidade.

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