Cortar todos os tipo de carne vermelha na alimentação faz com que pessoas afetadas pelo mal de Parkinson aumentem a recuperação de suas funções motoras de 44% para 71%, segundo uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O estudo, realizado por Cícero Galli Coimbra, professor do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da universidade, e por Virgínia Junqueira, do Centro de Estudos do Envelhecimento da mesma instituição, foi publicado na edição de outubro do Brazilian Journal of Medical and Biological Research e incluiu ainda a utilização de doses de 30 miligramas de riboflavina, ou vitamina B2, a cada oito horas. O consumo de carne vermelha gera toxinas no corpo humano, que produzem alguns tipos de radicais livres. A eliminação desses elementos, que atacam as células, ocorre por meio de uma substância chamada glutationa, cuja recuperação natural depende da vitamina B2. Em pacientes com mal de Parkinson, os níveis de riboflavina são baixos.
O estudo foi feito com um grupo de 19 pessoas (8 homens e 11 mulheres), que cortaram a carne vermelha de suas dietas e tomaram a vitamina por seis meses, mas mantiveram a medicação para controlar o mal.
Com os resultados, os pesquisadores conseguirão entender melhor o funcionamento dos mecanismos sensíveis à vitamina B2 e aplicar esse conhecimento conra a doença.