Aconteceu o que ninguém esperava. O primeiro show da noite, da banda mineira Jota Quest, começou pontualmente às 21h, depois de cinco minutos de queima de fogos.
Muita gente nesse momento estava ainda do lado de fora, ou seja, a primeira música tocada, Na Moral, reuniu em frente ao palco pouco mais de 20 mil pessoas. Depois da sexta música, o vocalista Rogério Flausino agradeceu à organização do festival o convite feito à banda para ela se apresentar na cidade. “Brasília sempre nos recebeu bem”, disse empolgado. Completou afirmando, no melhor tom patriótico, que “é aqui em Brasília que as coisas começam e têm fim. Quem sabe um dia a gente não se orgulha de ser brasileiro?”.
Foram ao todo 14 músicas e uma pequena homenagem ao rock de Brasília: Rogério exibiu, na metade da apresentação, uma camiseta do Legião Urbana. A platéia agradeceu vibrando por relembrar o eterno ídolo.
Após o show de uma hora e 15 minutos, Rogério continuava eufórico. No camarim, o grupo mineiro não escondeu a felicidade de estar participando do evento. “Abrir esse festival foi um momento muito marcante para a nossa banda”, disse.
“Além do público jovem, vi pessoas mais velhas vibrando, como um senhor de mais ou menos uns 45 anos que curtiu o show inteiro olhando para mim”, contou Flausino. Ao som de Veraneio Vascaína, que o Capital Inicial tocava no palco, ele completou. “Pôxa, quero subir no palco de novo e tocar com o pessoal do Capital e da Plebe Rude. Eu sei todas as músicas”, disse Flausino, fazendo o gesto de quem tocava uma guitarra.