O maior símbolo sexual da história do cinema era uma mulher triste. Escondida sob a sensualidade e uma falsa alegria representada por Marilyn Monroe, Norma Jeane Baker teve uma infância sofrida ao lado da avó e da mãe doente. Viveu em orfanatos, casou-se ainda adolescente, posou para calendários e, dizem, fez até filme pornô antes de ser descoberta por Hollywood.
Blondie, o romance biográfico escrito pela polêmica Joyce Carol Oates não entra fundo nesse lado, mostra mais a característica de ingenuidade de Norma Jeane – que exala sensualidade, muitas vezes sem se dar conta disso, conforme narra a autora.
Na verdade, Merilyn Monroe se envolveu em grandes baixarias nos bastidores de Hollywood, teve um caso com o presidente norte-americano John Kennedy e se viciou em comprimidos para dormir, que acabaram levando a atriz uma overdose, aos 36 anos, na noite de seu aniversário, em 5 de agosto de 1962.
Joyce Oates foi muito criticada, nos EUA, por ter incluindo um “depoimento póstumo” de Marilyn ao final do livro, mas sua obra acabou indicada para o Prêmio Pulitzer em 2001.