Menu
Promoções

A vida é uma festa

Arquivo Geral

10/04/2005 0h00

Se em O Clone o público foi apresentado às danças e expressões dos muçulmanos, o folclore da vez é o núcleo mexicano, radicado em Miami, em América. E, também como em O Clone, a inspiração é mais resultado de uma salada latina – juntando Cuba ao brasileiro Bispo do Rosário – que da fidelidade ao cotidiano dos imigrantes.

Reviver é o verbo da cenógrafa Érika Lovisi. “Não queríamos cenários com jeito norte-americano, mas sim com a cara dos latinos. A inspiração na verdade foi cubana, por englobar todos os personagens: mexicanos, brasileiros, cubanos, sem tender para um ou para o outro”, conta Érika. “A pensão é Havana pura. Tem aquela decadência na arquitetura. Sem contar as cores, o excesso de informação, para mostrar que não houve interferência norte-americana”, diz a cenógrafa.

Já a diretora de arte Tiza de Oliveira foi duas vezes ao México. “Visitei duas cidadezinhas, Juarez e Ochinagua, e trouxe mantas, imagens da Virgem de Guadalupe, bandeirinhas e condimentos. A culinária é diferente: no café da manhã já comem coisa temperadas”, conta.

As tradições são fortes na vida de Consuelo (Cláudia Jimenez). “Ela comprou uma casa velha em Miami e colocou sua cara. Tinha de ter bastante cor; a arquitetura é parecida com as construções mexicanas”, avalia Tiza.

E inspiração que não podia faltar era a pintora mexicana Frida Khalo, traduzida nas roupas, segundo a figurinista Maysa Jacobina. “Não podíamos esquecer as cores vibrantes dela. Não queria roupas de butique nem folclóricas. Então fizemos uma mistura com outros estilos”, diz Maysa.

A viagem vai do barroco mineiro, com bordados e rococós, ao artista plástico Bispo do Rosário e às cores do espanhol Miró. “Botei tudo no liqüidificador e saí batendo”, brinca. Cada uma tem seu estilo. “Para Consuelo, fiz superposições e chales; Inesita (Juliana Knust) usa túnicas e saiões bordados. Mercedes (Rosi Campos) é mais espanholada, com flor no cabelo, saias e vestidos. E o cubano Geraldito (Guilherme Karam) tem camisas estampadas, calça de listras e xadrez”, diz Maysa.

A atriz Cláudia Jimenez se empolga: “A cada dia temos mais cenas”. Filha de espanhóis, não tem dificuldade em retratar a mexicana. “Sou exagerada.”

    Você também pode gostar

    A vida é uma festa

    Arquivo Geral

    10/04/2005 0h00

    Se em O Clone o público foi apresentado às danças e expressões dos muçulmanos, o folclore da vez é o núcleo mexicano, radicado em Miami, em América. E, também como em O Clone, a inspiração é mais resultado de uma salada latina – juntando Cuba ao brasileiro Bispo do Rosário – que da fidelidade ao cotidiano dos imigrantes.

    Reviver é o verbo da cenógrafa Érika Lovisi. “Não queríamos cenários com jeito norte-americano, mas sim com a cara dos latinos. A inspiração na verdade foi cubana, por englobar todos os personagens: mexicanos, brasileiros, cubanos, sem tender para um ou para o outro”, conta Érika. “A pensão é Havana pura. Tem aquela decadência na arquitetura. Sem contar as cores, o excesso de informação, para mostrar que não houve interferência norte-americana”, diz a cenógrafa.

    Já a diretora de arte Tiza de Oliveira foi duas vezes ao México. “Visitei duas cidadezinhas, Juarez e Ochinagua, e trouxe mantas, imagens da Virgem de Guadalupe, bandeirinhas e condimentos. A culinária é diferente: no café da manhã já comem coisa temperadas”, conta.

    As tradições são fortes na vida de Consuelo (Cláudia Jimenez). “Ela comprou uma casa velha em Miami e colocou sua cara. Tinha de ter bastante cor; a arquitetura é parecida com as construções mexicanas”, avalia Tiza.

    E inspiração que não podia faltar era a pintora mexicana Frida Khalo, traduzida nas roupas, segundo a figurinista Maysa Jacobina. “Não podíamos esquecer as cores vibrantes dela. Não queria roupas de butique nem folclóricas. Então fizemos uma mistura com outros estilos”, diz Maysa.

    A viagem vai do barroco mineiro, com bordados e rococós, ao artista plástico Bispo do Rosário e às cores do espanhol Miró. “Botei tudo no liqüidificador e saí batendo”, brinca. Cada uma tem seu estilo. “Para Consuelo, fiz superposições e chales; Inesita (Juliana Knust) usa túnicas e saiões bordados. Mercedes (Rosi Campos) é mais espanholada, com flor no cabelo, saias e vestidos. E o cubano Geraldito (Guilherme Karam) tem camisas estampadas, calça de listras e xadrez”, diz Maysa.

    A atriz Cláudia Jimenez se empolga: “A cada dia temos mais cenas”. Filha de espanhóis, não tem dificuldade em retratar a mexicana. “Sou exagerada.”

      Você também pode gostar

      A vida é uma festa

      Arquivo Geral

      30/08/2004 0h00

      Envolvido até o pescoço no agito de despedida do elenco de Da Cor do Pecado, que rolou sexta-feira, no Rio de Janeiro, o autor João Emanuel Carneiro, imagine só, não encontrou tempo para participar de dezenas de entrevistas. Deve estar um “bagaço”. E a vida continua.

        Você também pode gostar

        A vida é uma festa

        Arquivo Geral

        30/08/2004 0h00

        Envolvido até o pescoço no agito de despedida do elenco de Da Cor do Pecado, que rolou sexta-feira, no Rio de Janeiro, o autor João Emanuel Carneiro, imagine só, não encontrou tempo para participar de dezenas de entrevistas. Deve estar um “bagaço”. E a vida continua.

          Você também pode gostar

          Assine nossa newsletter e
          mantenha-se bem informado