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A Turma da Mônica contra o analfabetismo

Arquivo Geral

28/06/2003 0h00

Prestes a ganhar cinco novos personagens, a Turma da Mônica e seu criador Maurício de Sousa, têm muito o que comemorar. É que as aventuras de Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e companhia já ultrapassaram a marca de um bilhão de revistas vendidas em todo o mundo. E agora, se preparam para virar personagens na alfabetização infantil. “Eu não tenho conhecimento de outra publicação de quadrinhos que tenha atingido essa marca. Somos os únicos”, vibrou Maurício de Sousa, que lançou a primeira revista em 1970. “Os novos personagens vão entrar definitivamente para a turma. Serão duas crianças deficientes e três meninos negros da Bahia.” Os novos amiguinhos da turminha – uma menina cega, um garotinho paraplégico e os três baianinhos – devem se mudar, em breve, para a rua da Mônica. “Eu me inspirei nas crianças do Candial, na Bahia, quando estive lá a convite do Carlinhos Brown, para criar os três meninos, que serão negros”, revela o desenhista. “O legal das crianças deficientes é que elas vão entrar na turma para ensinar às crianças as diferenças entre as pessoas.”

A estréia dos novos personagens deve acontecer no lançamento do projeto de pré-alfabetização – orçado em R$ 4,5 milhões – que os Estúdios Maurício de Sousa estão organizando com o Ministério da Educação. “Esse projeto é um velho sonho. Vamos fazer dois lotes de 60 filmes cada, com toda a turminha. Vai ser uma espécie de Vila Sésamo para preparar as crianças que ainda não entraram no Ensino Fundamental.” Os filmes, de 20 minutos cada, deverão ser exibidos na TV aberta, mas Maurício prefere não adiantar em qual emissora. “Minha idéia é que os programas sejam exibidos em todos os canais, na TV Escola. Eles têm de chegar para todas as crianças, no país todo”, explica o criador da turminha. “Já existe até a idéia de exportar esses filmes. Nosso escritório de Nova York já está pronto para fazer as modificações necessárias. Na próxima semana, Maurício de Sousa embarca para o Acre onde vai pesquisar algumas tribos indígenas para criar outros personagens. “Vou para a tribo dos Ashéninca, descendentes dos Incas, e outra dos Katukinas, pequeninos como pigmeus. Quero juntas as crianças das duas tribos para brincar juntas para estudá-las. A partir daí, vou criar novos personagens.”

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    A estréia dos novos personagens deve acontecer no lançamento do projeto de pré-alfabetização – orçado em R$ 4,5 milhões – que os Estúdios Maurício de Sousa estão organizando com o Ministério da Educação. “Esse projeto é um velho sonho. Vamos fazer dois lotes de 60 filmes cada, com toda a turminha. Vai ser uma espécie de Vila Sésamo para preparar as crianças que ainda não entraram no Ensino Fundamental.” Os filmes, de 20 minutos cada, deverão ser exibidos na TV aberta, mas Maurício prefere não adiantar em qual emissora. “Minha idéia é que os programas sejam exibidos em todos os canais, na TV Escola. Eles têm de chegar para todas as crianças, no país todo”, explica o criador da turminha. “Já existe até a idéia de exportar esses filmes. Nosso escritório de Nova York já está pronto para fazer as modificações necessárias. Na próxima semana, Maurício de Sousa embarca para o Acre onde vai pesquisar algumas tribos indígenas para criar outros personagens. “Vou para a tribo dos Ashéninca, descendentes dos Incas, e outra dos Katukinas, pequeninos como pigmeus. Quero juntas as crianças das duas tribos para brincar juntas para estudá-las. A partir daí, vou criar novos personagens.”

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