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A saga sertanista dos Villas Boas

Arquivo Geral

10/12/2005 0h00

Há exatamente 60 dezembros, o País lia a primeira referência a três irmãos que não passavam de meros “peões-de-obra” em uma frente de desmatamentos. Começava ali a saga dos mais mitológicos sertanistas brasileiros, os irmãos Orlando, Cláudio e Leonardo Villas Boas, que ganharam respeito internacional a partir de suas incursões liderando desbravamentos por regiões onde só reinavam serpentes venenosas, animais e índios ferozes, senhores absolutos de florestas que cobriam uma das regiões mais inóspitas do planeta.

Os Villas Boas haviam estudado até o correspondente hoje ao Ensino Médio, mas compensavam tudo com extraordinária coragem, como largar bons empregos na capital paulista para se embrenharem pelos sertões. No entanto, para que virassem lendas, foi preciso o mundo passar por uma catástrofe, a Segunda Guerra Mundial, que legara ao Brasil imensas dificuldades econômicas. Foi quando o Estado Novo do presidente Getúlio Vargas criou, em setembro de 1942, uma coordenação de mobilização econômica, entregue ao ministro João Alberto Lins de Barros, que, por sua vez, criou a Expedição Roncador-Xingu, a marcha para o Oeste que deveria aproximar o Amazonas das regiões mais produtivas, explorando o maciço central brasileiro.

ExpediçãoSe, em 1586, os bandeirantes saíam de São Paulo para desbravar o interior nacional, em agosto de 1943 era a vez de uma expedição liderada pelo coronel Flaviano Vanique deixar a mesma cidade, com 40 homens, rumo a Uberlândia (MG), onde chegou quatro dias depois, para seguir, em caminhões, até a confluência dos rios Garças e Araguaia, entre Goiás e Mato Grosso. Instalada, em Aragarças (GO), a primeira base exploradora, o Estado Novo criou a Fundação Brasil Central, para nela incorporar a expedição dos novos bandeirantes. Em dezembro do mesmo ano, um primeiro escalão desbravador, com 23 homens, levou quase três meses, a partir de Aragarças, para atingir Xavantina (MT), uma trilha dominada pelos ferozes índios Xavante, depois pacificados pelo sertanista Francisco Meireles. O feito abriu caminho para a ida de um segundo escalão, em abril de 1944, à nova base montada na região do Rio das Mortes. É aí que os Villas Boas entram na história.

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    Os Villas Boas haviam estudado até o correspondente hoje ao Ensino Médio, mas compensavam tudo com extraordinária coragem, como largar bons empregos na capital paulista para se embrenharem pelos sertões. No entanto, para que virassem lendas, foi preciso o mundo passar por uma catástrofe, a Segunda Guerra Mundial, que legara ao Brasil imensas dificuldades econômicas. Foi quando o Estado Novo do presidente Getúlio Vargas criou, em setembro de 1942, uma coordenação de mobilização econômica, entregue ao ministro João Alberto Lins de Barros, que, por sua vez, criou a Expedição Roncador-Xingu, a marcha para o Oeste que deveria aproximar o Amazonas das regiões mais produtivas, explorando o maciço central brasileiro.

    ExpediçãoSe, em 1586, os bandeirantes saíam de São Paulo para desbravar o interior nacional, em agosto de 1943 era a vez de uma expedição liderada pelo coronel Flaviano Vanique deixar a mesma cidade, com 40 homens, rumo a Uberlândia (MG), onde chegou quatro dias depois, para seguir, em caminhões, até a confluência dos rios Garças e Araguaia, entre Goiás e Mato Grosso. Instalada, em Aragarças (GO), a primeira base exploradora, o Estado Novo criou a Fundação Brasil Central, para nela incorporar a expedição dos novos bandeirantes. Em dezembro do mesmo ano, um primeiro escalão desbravador, com 23 homens, levou quase três meses, a partir de Aragarças, para atingir Xavantina (MT), uma trilha dominada pelos ferozes índios Xavante, depois pacificados pelo sertanista Francisco Meireles. O feito abriu caminho para a ida de um segundo escalão, em abril de 1944, à nova base montada na região do Rio das Mortes. É aí que os Villas Boas entram na história.

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