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A operária e o artista

Arquivo Geral

18/06/2003 0h00

A coragem de mudar e perseguir um objetivo de forma obsessiva é o tema central do livro. Aparece inicialmente com Flora Tristán – Madame-le-Colére, como diziam para ressaltar sua personalidade -, quando ela deixa o marido com dois filhos e grávida do terceiro para fazer pregações em torno de uma organização para os operários. Os capítulos com as histórias de Flora são alternados com a narração da vida de seu neto. Gauguin aproveita uma crise financeira na França para deixar a família e a posição confortável em Paris, e viver como artista; radicaliza ao se mudar para o Taiti, em busca da selvageria que, acreditava, liberaria sua arte. São duas histórias radicais, separadas por cerca de 50 anos. Flora abandonou tudo e abdicou do amor – dos homens, por misoginia; das mulheres, pela causa – até morrer em conseqüência de uma bala alojada em seu corpo e que foi atirada pelo próprio marido, inconformado com o abandono. Gauguin morreu aos poucos, consumido pela “doença impronunciável”, selvagem como gostaria, rompido com o mundo ocidental representado pelas igrejas, e reconhecido como grande apenas depois da morte, exatamente como seu amigo Vincent Van Gogh (veja trecho do livro), seu primeiro contato com a loucura.

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