O sucesso estrondoso de Mulheres Apaixonadas pode ser explicado comparando a novela a uma montanha-russa. Com mais de cem personagens para administrar a cada mês, o autor Manoel Carlos muda o foco da história e explora uma trama diferente. Em fevereiro, quando estreou, as brigas entre Marina (Paloma Duarte) e Luciana (Camila Pitanga), por causa de Diogo (Rodrigo Santoro), eram a grande atração, assim como a paixão de Estela (Lavínia Vlasak) pelo padre Pedro (Nicola Siri). No mês seguinte, a implicância de Dóris (Regiane Alves) com os avós ganhou destaque.
O esperado envolvimento de Sílvia (Natália do Vale) com o taxista Caetano (Paulo Coronato) só aconteceu no mês passado. Agora, Helena (Cristiane Torloni) e César (José Mayer) vão se destacar, assim como Laura (Carolina Kasting), que andava quietinha. Esses altos e baixos das tramas são feitos para prender a atenção do público, como explica Manoel Carlos.
“Ao resolver fazer uma novela com um número grande de personagens, optei por desenvolver histórias paralelas para manter o interesse do público, independentemente da história central”, diz o autor, chamado carinhosamente de Maneco pelo elenco.
Com isso, ele acabou criando o que chama paternalmente de “coadjuvantes de luxo”. E algumas tramas que foram exploradas no início voltarão a ganhar destaque, como o amor de Estela pelo padre.
“Ela protagonizou os primeiros capítulos, se recolheu e voltará à cena”, diz Maneco, avisando que Hilda (Maria Padilha) também terá vez: “Ela é feliz e parece menos importante, mas não é. Em breve, Hilda viverá seu drama também”.
Em alta – No primeiro
mês da novela, Marina e Luciana se estapearam por Diogo. E Estela quis fazer strip-tease para padre Pedro.
Em baixa – Heloísa e Sérgio ainda eram um casal feliz – e sem graça – em fevereiro.
Em alta – Em março, Dóris destratou os avós, Leopoldo e Flora, e Lorena investiu em Expedito.
Em baixa – A relação de Clara e Rafaela não havia deslanchado.
Em alta – O namoro de Edwiges e Cláudio entrou em crise. Gracinha tanto fez que conseguiu transar com o namorado da outra.
Em baixa – O alcoolismo de Santana ainda não era explorado.
Em alta – Em maio, o ciúme de Heloísa monopolizou a atenção de todos. O casal se separou, ela passou a ter alucinações, sofreu um acidente de carro e teve traumatismo craniano.
Em baixa – Numa relação sem crises, Lorena e Expedito ficaram em segundo plano.
Em alta – Sílvia e Caetano brilharam em junho. Depois de muito flerte, o casal foi ao forró e teve uma tórrida noite de amor num motel. O drama de Raquel, que apanha do marido, Marcos, também ganhou destaque.
Em baixa – A paixão de Estela pelo padre Pedro ficou de lado no mês passado, mas a trama vai voltar a ganhar força.
Em alta –
O alcoolismo de
Santana ganha destaque
neste mês de julho, assim
como o envolvimento de César
e Helena. Luciana vai descobrir a traição do namorado.
Em baixa – As implicâncias de Dóris com os avós ficaram em segundo plano.