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A guerra de Bush

Arquivo Geral

16/07/2003 0h00

O fato que é notícia hoje será história amanhã. E a história será melhor compreendida se puder contar com bons relatos, como nas reportagens bem-feitas. É nessa perspectiva que ganha importância o livro Bush em Guerra (Bush at War), do jornalista norte-americano Bob Woodward. A obra revela os bastidores da Casa Branca no período de cem dias a partir dos atentados de 11 de setembro de 2001 – marco zero da cruzada dos EUA contra o terror.

O autor é um ícone do jornalismo investigativo. Foi Bob Woodward, ao lado do colega de Washington Post Carl Bernstein, quem deu início à série de reportagens que revelou o escândalo de Watergate e culminaria na renúncia do presidente Richard Nixon, em 1974. A saga da dupla de jovens repórteres foi levada às telas em 1976 pelo diretor Alan Pakula, no filme Todos os Homens do Presidente, com Robert Redford no papel de Woodward.

À época de Watergate, Woodward era um repórter inexperiente, que cobria o noticiário da cidade de Washington sem qualquer intimidade com o poder. Hoje, aos 59 anos, ele tem acesso privilegiado a fontes no coração do governo e do Congresso. Graças a essa facilidade, pôde revelar em detalhes como os protagonistas da Casa Branca foram surpreendidos com a força dos atentados e mostrar a evolução dos humores do presidente George W. Bush e de seus auxiliares mais próximos.

Para isso, o autor entrevistou mais de cem pessoas – a lista inclui Bush, o vice-presidente Dick Cheney e os secretários de Estado, Colin Powell, e de Defesa, Donald Rumsfeld, entre outras autoridades. Woodward recorreu também a anotações feitas durante mais de cinqüenta reuniões do Conselho de Segurança Nacional.

O principal feito do livro é explicitar como a atual política externa dos EUA resulta da forma como Bush administra a tensão entre dois pólos: o belicista, liderado por Cheney e Rumsfeld, e o mais político, representado por Powell.

Woodward mostra Bush como um estadista obrigado a amadurecer em questão de horas. E evidencia como o governo americano, pouco depois dos atentados de 11 de setembro, convenceu-se que estava entrando numa guerra demorada, sem estar preparado para enfrentar o inimigo.

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    16/07/2003 0h00

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    O autor é um ícone do jornalismo investigativo. Foi Bob Woodward, ao lado do colega de Washington Post Carl Bernstein, quem deu início à série de reportagens que revelou o escândalo de Watergate e culminaria na renúncia do presidente Richard Nixon, em 1974. A saga da dupla de jovens repórteres foi levada às telas em 1976 pelo diretor Alan Pakula, no filme Todos os Homens do Presidente, com Robert Redford no papel de Woodward.

    À época de Watergate, Woodward era um repórter inexperiente, que cobria o noticiário da cidade de Washington sem qualquer intimidade com o poder. Hoje, aos 59 anos, ele tem acesso privilegiado a fontes no coração do governo e do Congresso. Graças a essa facilidade, pôde revelar em detalhes como os protagonistas da Casa Branca foram surpreendidos com a força dos atentados e mostrar a evolução dos humores do presidente George W. Bush e de seus auxiliares mais próximos.

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    O principal feito do livro é explicitar como a atual política externa dos EUA resulta da forma como Bush administra a tensão entre dois pólos: o belicista, liderado por Cheney e Rumsfeld, e o mais político, representado por Powell.

    Woodward mostra Bush como um estadista obrigado a amadurecer em questão de horas. E evidencia como o governo americano, pouco depois dos atentados de 11 de setembro, convenceu-se que estava entrando numa guerra demorada, sem estar preparado para enfrentar o inimigo.

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