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A breteira agora está mais comportada

Arquivo Geral

04/03/2006 0h00

Quem estava acostumado a ver Samara Felippo como a fogosa Detinha, em América, pode não reconhecer a atriz ao ligar a TV na minissérie JK: saem os trajes curtos e sensuais da breteira moderninha de Boiadeiros e entram em cena os vestidos longos e românticos dos anos 50, usados pela inocente Maria Estela, filha adotiva de Juscelino e Sarah Kubitschek.

“Foi uma mudança muito abrupta. Mas, para o ator, é ótimo passar por transformações radicais. Fazer um trabalho de época tem um sabor diferente, já que a composição da personagem é muito mais rica”, afirma Samara.

Para interpretar o papel, a atriz teve uma aliada para lá de especial no processo de pesquisa: a verdadeira Maria Estela Kubitschek, que a recebeu em casa e não se incomodou em dividir suas lembranças.

“Nós fizemos um laço de amizade muito grande. Ela me mostrou álbuns de fotos e me convidou para vermos juntas o primeiro capítulo da minissérie. Também recebi um e-mail dela contando que várias pessoas lhe disseram que estão matando as saudades da Maria Estela adolescente ao me ver no ar. Isso tudo é muito gostoso”, diz Samara.

Responsabilidade Segundo a atriz, dar vida a uma personagem real — e que ainda está viva para comentar o resultado — é uma grande responsabilidade. Mas, ao mesmo tempo, existe a vantagem de se conhecer o modo de falar da pessoa e descobrir como ela reagiria diante de determinadas situações.

“Na ficção, você compõe a pessoa do seu jeito, empresta um pouco de você para uma santa, uma vilã ou uma prostituta. Quando o personagem é real, a tensão aumenta. No caso de JK, estou retratando a vida de alguém desde a adolescência, com uns 14 ou 15 anos, até o casamento e o nascimento dos filhos. O engraçado é que ela brinca comigo, dizendo que a Maria Estela da minissérie está muito melhor do que a da vida real”, conta Samara.

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