A “febre” dos reality shows andou se espalhando. No embalo daquele grande magazine, “hoje já existe um em cada emissora para melhor servir você”. E como – salvo raras e honrosas exceções – tudo que é demais enjoa, alguns já não despertam a mesma atenção do grande público. Estão em queda livre e sem apresentar mínimas condições de repicar os mesmos índices, tampouco a mesma repercussão de pouco tempo atrás. A Globo tem sabido usar e dosar o seu Big Brother, com apenas uma edição anual e se aproveitando dos meses de janeiro a março, época em que acontecem as merecidas férias da sua programação normal. Em meio a tudo isso e a outras estréias que estão sendo anunciadas por aí, a Record pôs no ar o Sem Saída. Alguns podem até questionar a sua audiência, que ainda não é a desejada, mas, como idéia e realização, é uma das melhores coisas que essa emissora produziu nos últimos tempos. O programa é bom, dinâmico, interessante, está bem-dirigido e, por incrível que pareça, mostra o apresentador Marcio Garcia muito melhor que o ator Marcio Garcia, por exemplo, de Celebridade. Ele fala mais pausadamente, não come letras, está à vontade e tem mostrado, a cada dia, que houve um grande acerto na sua escolha. Hoje, sem medo de errar, é possível dizer que o Sem Saída ainda não tem os índices que merece.