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A arma dela é o riso

Arquivo Geral

11/05/2003 0h00

A gargalhada alta e gostosa é a marca registrada de Nair Belo. Mas, de três anos para cá, algo tem tirado da intérprete de Dolores de Kubanacan um pouco de sua alegria de viver: a idade.

A atriz, que fez 73 anos no último dia 28, anda incomodada com o peso do tempo. “Estou um pouco frustrada, não estou gostando não. Até os 69, não ligava, até que gostava. Mas depois dos 70 começou a pesar”, confessa a atriz, que não fica de baixo-astral por muito tempo e logo solta a famosa gargalhada: “Não tem remédio mesmo, né?”.

O riso gostoso é herança da família italiana. “Eu me lembro das minhas tias que iam a velórios de manhã, à tarde faziam polenta e morriam de rir. Uma coisa não combinava com a outra”, diz.

Casada por 39 anos com o publicitário Irineu Souza Francisco, que morreu em 1999, Nair recusou alguns trabalhos por causa do marido. “Ele não me deixou fazer shows do Carlos Machado porque tinha ciúme”, lembra Nair, que ficou 12 anos sem fazer novela e voltou em 1992, em Perigosas Peruas, de Carlos Lombardi. Dessa vez, com o apoio do marido.

Voltando a trabalhar com Lombardi — ela também fez Vira Lata (1996), Uga Uga (2000), O Quinto dos Infernos, do autor — a atriz admite que vem repetindo o papel: a mãe que bate nos filhos e é ciumenta, possessiva e protetora.

“Faço a mesma personagem há 53 anos, ou seja, desde o início da carreira. É sempre o mesmo tipo paulistês. A sorte é que os autores escrevem os papéis para mim, por isso nunca deixei de fazer. E não sinto falta de fazer algo diferente. Uma vez, o Flávio Rangel (diretor de teatro) queria que eu fizesse uma inglesa, mas tive medo e não aceitei”, diz.

Em Kubanacan, em vez de filhos homens, Dolores é mãe de duas mulheres: Lola (Adriana Esteves) e Rubi (Carolina Ferraz).

Para viver Mercedes, ela lembra um pouco da mãe. “Dolores ama o genro, Enrico (Vladimir Brichta). É capaz de ficar contra a filha e a favor dele. Minha mãe também era assim, adorava o meu marido. Mesmo se ele me abandonasse, ela continuaria amando-o”, diz Nair.

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    11/05/2003 0h00

    A gargalhada alta e gostosa é a marca registrada de Nair Belo. Mas, de três anos para cá, algo tem tirado da intérprete de Dolores de Kubanacan um pouco de sua alegria de viver: a idade.

    A atriz, que fez 73 anos no último dia 28, anda incomodada com o peso do tempo. “Estou um pouco frustrada, não estou gostando não. Até os 69, não ligava, até que gostava. Mas depois dos 70 começou a pesar”, confessa a atriz, que não fica de baixo-astral por muito tempo e logo solta a famosa gargalhada: “Não tem remédio mesmo, né?”.

    O riso gostoso é herança da família italiana. “Eu me lembro das minhas tias que iam a velórios de manhã, à tarde faziam polenta e morriam de rir. Uma coisa não combinava com a outra”, diz.

    Casada por 39 anos com o publicitário Irineu Souza Francisco, que morreu em 1999, Nair recusou alguns trabalhos por causa do marido. “Ele não me deixou fazer shows do Carlos Machado porque tinha ciúme”, lembra Nair, que ficou 12 anos sem fazer novela e voltou em 1992, em Perigosas Peruas, de Carlos Lombardi. Dessa vez, com o apoio do marido.

    Voltando a trabalhar com Lombardi — ela também fez Vira Lata (1996), Uga Uga (2000), O Quinto dos Infernos, do autor — a atriz admite que vem repetindo o papel: a mãe que bate nos filhos e é ciumenta, possessiva e protetora.

    “Faço a mesma personagem há 53 anos, ou seja, desde o início da carreira. É sempre o mesmo tipo paulistês. A sorte é que os autores escrevem os papéis para mim, por isso nunca deixei de fazer. E não sinto falta de fazer algo diferente. Uma vez, o Flávio Rangel (diretor de teatro) queria que eu fizesse uma inglesa, mas tive medo e não aceitei”, diz.

    Em Kubanacan, em vez de filhos homens, Dolores é mãe de duas mulheres: Lola (Adriana Esteves) e Rubi (Carolina Ferraz).

    Para viver Mercedes, ela lembra um pouco da mãe. “Dolores ama o genro, Enrico (Vladimir Brichta). É capaz de ficar contra a filha e a favor dele. Minha mãe também era assim, adorava o meu marido. Mesmo se ele me abandonasse, ela continuaria amando-o”, diz Nair.

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