Muita gente pensa que está com gastrite, procura um médico e pode até induzir um profissional ao erro de avaliação na hora de elaborar o diagnóstico. São sintomas que surgem como os da gastrite, mas que, na maioria das vezes é uma dispepsia.
E não é muito difícil de decifrar uma dispepsia: dor, desconforto ou digestão configuram o quadro clínico de quem sofre desse problema. A sensação de estômago cheio logo no início das refeições também denuncia a dispepsia. Soma-se a esses sintomas a dificuldade de digestão e impressão de que o alimento passa muito tempo no estômago e uma sensação de estufamento.
Na verdade, todo esse problema é de disfunção digestiva. “As pessoas costumam entender como digestão a sensação de saída do alimento do estômago. Para elas, isso significa que houve digestão, mas o que houve foi somente o deslocamento do alimento que saiu do estômago”, explica o gastroentorologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Sender Miszputen.
O papel da digestão no metabolismo é dividir quimicamente os alimentos. Mas o que acontece com esses alimentos depois que comemos? Como ingerimos nutrientes de variedades infinitas e composições complexas, como carnes, legumes, leite – proteínas, vitaminas, carboidratos e gorduras – estamos sujeitos a reações do organismo. Daí surgem azias, dispepisias, gastrites e refluxos.
NáuseasA dispepsia é um problema comum que atinge entre 30% e 40% da população. Os sintomas podem ser confundidos com os da gastrite. Em geral, acontece devido a movimentos de contração do estômago e do início do intestino ou mesmo pela sensibilidade alterada do estômago de algumas pessoas.
Apesar de ser um problema recorrente, apenas um quarto dos pacientes com dispepsia procura atendimento médico. O que significa que três quartos desse total se submetem ao desconforto digestivo.