A BBC de Londres exibiu, na última quarta-feira, na Grã-Bretanha, um documentário sobre um estudo de dez anos que concluiu que o remédio conhecido como óleo de Lorenzo não surte o efeito esperado em quem já sofre de adrenoleucodistrofia (ALD), um mal genético que progressivamente destrói o cérebro de jovens garotos. De acordo com o médico Hugo Moser, maior autoridade mundial em ALD, o óleo é mais eficaz para evitar que a doença se desenvolva em pessoas que possuem os genes que as tornam vulneráveis ao problema, não para curá-la. Há 18 anos, os pais de Lorenzo Odone receberam dos médicos a notícia de que o filho sofria de ALD, uma doença incurável, e que teria poucos anos de vida. A luta deles para salvá-lo inspirou o filme O Óleo de Lorenzo (exibido várias vezes pela TV Globo, na Sessão da Tarde), que comoveu platéias em todo o mundo. No filme, os pais de Lorenzo se recusam a aceitar o diagnóstico pessimista dos médicos e, sem treinamento científico, se empenham em encontrar a cura para o filho. Hoje, Lorenzo tem 25 anos e vive em Washington. Nas telas, a história é sobre uma cura milagrosa, como em um conto de fadas. O óleo de Lorenzo deu esperanças a milhares de crianças que sofriam da mesma doença.