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STF suspende transferência de Lula para presídio de Tremembé

Dessa forma, o petista deve seguir preso na superintendência da Polícia Federal em Curitiba

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Por maioria de votos, Supremo Tribunal Federal (STF) acolheu nesta quarta-feira, 7, parcialmente pedidos da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para suspender a decisão proferida pela juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, que autorizou a transferência do petista de Curitiba para São Paulo, com base em um pedido da Polícia Federal.

Dessa forma, o petista deve seguir preso na superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

O advogado Cristiano Zanin Martins fez três pedidos ao STF: que conceda liminar para restabelecer a liberdade plena de Lula; subsidiariamente, suspenda a decisão de Carolina até o final do julgamento de habeas corpus; e que assegure ao ex-presidente o direito de permanecer em Sala de Estado Maior.

O STF formou maioria para acolher os pedidos secundários da defesa de Lula.

O Partido dos Trabalhadores (PT), sigla do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também publicou nota em repúdio à mudança. Para os correligionário, trata-se de “perseguição” e “ilegalidade” do processo.

Confira parte da nota:

“Indignados, mas não surpresos, a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, e o ex-ministro Fernando Haddad se reuniram  às pressas com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffolli para pedir justiça. Detalhe: mais de 70 parlamentares de 12 partidos diferentes participaram do encontro na tentativa de impedir uma nova violação clara aos direitos humanos caso a transferência ocorra. “Mais uma vez Lula é vítima de Sérgio Moro. Foi a Polícia Federal que pediu a transferência de Lula. A PF é subordinada a Moro e fez isso numa velocidade inacreditável.  O Departamento de Execuções Penais de São Paulo (coordenado pelo juiz Paulo Sorci) deferiu o pedido na mesma data em que se determinou a transferência. O juiz que deferiu o pedido foi indicado por Moro. Então não temos dúvida de que se trata mais uma vez da atuação política do atual ministro da Justiça”, detalhou Gleisi em pronunciamento feito antes da reunião com o presidente do STF.”

O petista está preso em Curitiba desde abril de 2018, quando foi condenado a 8 anos de cadeia no caso do triplex do Guarujá. Na decisão que autoriza a transferência, Carolina destaca os custos humanos e financeiros para manter o ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal. Ele foi condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva no âmbito da Operação Lava Jato e cumpre pena na sede da Superintendência da Polícia Federal.

Estadão Conteúdo


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