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Secom lança campanha que fala em interesses ‘nem sempre claros sobre preservação da Amazônia’

De acordo com a Secom, nos próximos dias materiais sobre a região serão publicados em redes sociais, abordando o trabalho do governo e com foco “na conservação da natureza em harmonia com a prosperidade das pessoas”

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RICARDO DELLA COLETTA
BRASÍLIA, DF

Poucos dias antes de o vice-presidente Hamilton Mourão liderar uma viagem com embaixadores para a região amazônica, a Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) do governo Bolsonaro lançou uma campanha nas redes sociais em que fala sobre “interesses que nem sempre são claros sobre a preservação da Amazônia”.

De acordo com a Secom, nos próximos dias materiais sobre a região serão publicados em redes sociais, abordando o trabalho do governo e com foco “na conservação da natureza em harmonia com a prosperidade das pessoas”.

O governo destaca que o objetivo é dar visibilidade à população que vive na Amazônia brasileira, um contingente maior do que o de muitos países na Europa.

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A primeira peça foi veiculada nesta sexta-feira (30). O material traz alguns dos argumentos frequentemente usados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para rebater críticas de ambientalistas contra o avanço do desmatamento e de queimadas no país.

Segundo um texto que acompanha a publicação do governo, a Amazônia “possui riquezas que o mundo todo conhece e parte deseja” e o “mundo desenvolvido desmatou quase tudo”.

Com cerca de um minuto e meio, o primeiro vídeo publicado nas redes sociais da Secom diz ainda que há “interesses que nem sempre são claros sobre a preservação da Amazônia”.

“Informações falsas e irresponsáveis desconsideram as importantes conquistas ambientais já alcançadas em benefício do Brasil e do mundo”, diz a narração da peça.

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A publicação faz ainda uma defesa de políticas ambientais do Brasil, classificando o Código Florestal como o “mais restritivo do mundo”.

“Nada mais fácil do que levantar bandeiras simpáticas a todos, como a questão do meio ambiente. No conforto das cúpulas e dos simpósios globais, tudo soa muito bonito. No mundo real, dos ribeirinhos, dos pequenos produtores, de quem vive na floresta, a coisa é diferente”, diz o texto que acompanha o vídeo.

Marcada para os próximos dias, a viagem de Mourão, que comanda o Conselho da Amazônia, com chefes de missões diplomáticas para a região vai tentar melhorar a imagem negativa do país no exterior em temas ambientais. O roteiro da viagem foi montado para mostrar aos diplomatas ações adotadas pelo governo no combate a ilícitos ambientais.

Interlocutores disseram à reportagem que a equipe do vice-presidente não participou dos vídeos elaborados pela Secom.

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Foram convidados diplomatas de diversos países, entre eles os embaixadores de Alemanha, Suécia, África do Sul, Canadá, Colômbia, Peru e União Europeia. Também foram chamados diplomatas do Reino Unido, França e Portugal, além da secretária-geral da OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica), María Alexandra Moreira López.

A programação inclui uma visita ao Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia) em Manaus, reunião com o governador Wilson Lima (PSC), visita a um laboratório de investigação de crimes ambientais e um passeio para ver o encontro das águas entre os rios Negro e Solimões.

A ideia é também levar os diplomatas a São Gabriel da Cachoeira, a cidade mais indígena do país, para a visitar um pelotão de fronteira e um posto de saúde indígena.

Mourão avalia que a imagem negativa que o Brasil tem no exterior em temas relacionados ao meio ambiente, potencializada pelos índices de desmatamento na Amazônia e pela onda de queimadas no Pantanal, é um dos principais obstáculos que o país enfrenta na arena internacional.

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O vice-presidente considera que a reativação do Fundo Amazônia, mantido com doações da Alemanha e Noruega, depende principalmente da apresentação de resultados concretos dos esforços de combate a ilícitos ambientais na região.

As informações são da FolhaPress




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