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Russomanno defende elo com Bolsonaro e diz ter convicção que irá ao 2º turno

Russomanno afirmou que, segundo suas pesquisas internas, ele tem cerca de 20% dos votos, contra aproximadamente 15% de Boulos e França

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SÃO PAULO, SP

O candidato à Prefeitura de São Paulo Celso Russomanno (Republicanos) afirmou em sabatina ao jornal Folha de S. Paulo/UOL ter a certeza de que irá ao segundo turno da eleição. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta (5) mostra um empate técnico entre ele, Guilherme Boulos (PSOL) e Márcio França (PSB) no segundo lugar.

A pesquisa mostra Russomanno em trajetória de queda e com 16% das intenções de votos. O prefeito Bruno Covas (PSDB) é líder com 28%.

Russomanno afirmou que, segundo suas pesquisas internas, ele tem cerca de 20% dos votos, contra aproximadamente 15% de Boulos e França. O candidato rechaçou a tese de que seu derretimento se deve ao apoio do presidente Jair Bolsonaro – que segundo o Datafolha é rejeitado por 46% dos paulistanos.

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“Estou fechado com presidente Bolsonaro, ele é importantíssimo para São Paulo. […] São Paulo precisa de recursos e só o governo federal tem”, disse Russomanno, que atribuiu sua queda à falta de tempo de TV e ao fato de que gastou menos recursos do fundo eleitoral do que seus adversários.

Durante a sabatina, Russomanno foi questionado sobre informações falsas que tem espalhado em sua campanha, como a afirmação de que o Renda Brasil, programa que não saiu do papel, foi criado pelo governo federal. O candidato afirmou que houve uma “confusão de nomenclatura” e deu a entender que chamava o auxílio emergencial de Renda Brasil.

O candidato evitou se comprometer ao detalhar propostas genéricas de seu plano de governo. Ele não respondeu quantos quilômetros de corredores de ônibus fará se for eleito e qual será o valor do auxílio paulistano, sua principal promessa.

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Como mostrou a Folha, a renegociação da dívida para financiar o auxílio paulistano é desacreditada pela área econômica do governo federal, e Russomanno tem usado informações falsas para embasar sua proposta. Na sabatina, porém, o candidato insistiu no caminho da renegociação.

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Russomanno afirmou ainda que não pode prometer o que não pode cumprir e, nesse ponto, aproveitou para criticar seus adversários, o prefeito Bruno Covas (PSDB) e o governador João Doria (PSDB), por terem prometido acabar com a cracolândia e não terem alcançado esse objetivo.

Sem dizer de quem falava, Russomanno afirmou que “recebeu propostas de apoio financeiro”, mas não aceitou. “Eu recebi propostas de apoio financeiro durante a campanha e eu não aceitei. Se for para ganhar a eleição fazendo coisa errada ou tendo apoio de quem não tá correto e que anda no governo há muito tempo, fazendo parte desses governos aí, eu não vou fazer, de jeito nenhum”, disse.

Antes de anunciar sua candidatura, Russomanno chegou a ser cotado como vice de Covas e os dois chegaram a se reunir no fim do ano passado.

O candidato negou ter feito referência ao câncer de Bruno Covas ao dizer que seu vice, Ricardo Nunes (MDB), pode virar prefeito de São Paulo, episódio que causou polêmica na última semana. Ele afirmou que falava de uma prática comum ao PSDB, em suas palavras, de deixar a prefeitura para disputar o governo do estado.

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“Eu não disse isso. Eu disse que o Ricardo poderia assumir. E por que ele poderia assumir? Porque é uma prática do PSDB”, disse, ao citar promessas descumpridas de José Serra e Doria de que não deixariam o posto. “Eu disse que o sonho do Bruno era ser governador, como o avô dele foi. Eu nunca disse nada a respeito da saúde.”

No fim de outubro, no entanto, questionado pela imprensa porque ele acreditava que Covas não terminaria o mandato, Russomanno não citou pretensões do prefeito a virar governador. “Não vou fazer considerações, isso quem tem que fazer é o médico dele. Tem que falar com o médico dele”, respondeu.

Na sabatina desta sexta, Russomanno chamou a associação de “maldade”, disse que não faria isso porque sua esposa também é tratada pelo médico de Covas e lembrou que já perdeu uma mulher antes.

“Querem usar isso politicamente para fazer um estardalhaço, eu acho muito triste. O médico do Bruno é o médico da minha esposa, e eu estou vendo isso em casa. Eu já perdi a primeira esposa, eu já sofri demais na minha vida. Eu jamais brincaria com uma situação como essa.”

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Russomanno também usou propostas de candidatos à esquerda e disse que é preciso recuperar imóveis vazios no centro da cidade para usá-los como moradia para sem-teto.

“Se a gente pegar esses 700 prédios que a gente tem aí, que estão fechados, que já foram notificados pela prefeitura, e fizer retrofit nesses prédios, dando moradia para as pessoas, vamos começar a fazer o que todo mundo diz, vamos revitalizar o centro, e ninguém nunca fez.”

O Plano Diretor Estratégico de SP tem um mecanismo para notificar e eventualmente desapropriar imóveis vazios, mas a ferramenta foi praticamente abandonada na gestão Bruno Covas (PSDB).

Russomanno também prometeu retomar o programa da prefeitura que paga passagem de ônibus a moradores de rua que vêm de outros estados e que querem voltar para suas casas, e afirmou que é preciso agir com verdade e não “ficar mentindo, dizendo que vai acabar com a cracolândia e com os moradores em situação de rua da noite para o dia.”

Especializado em defesa do consumidor – fez carreira na TV com um quadro sobre o assunto -, Russomanno é jornalista e bacharel em direito pela Faculdade de Direito de Guarulhos (SP).

As informações são da FolhaPress




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