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Política & Poder

Queiroz deixa prisão domiciliar rumo a hospital

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro deve voltar ao presídio ainda nesta sexta (13)

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O ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, se encaminhou rumo a um hospital para realizar exames nesta sexta-feira (14). É a primeira ação após a decisão do ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de suspender a prisão domiciliar. Queiroz deve voltar para o regime fechado ainda hoje, e o mesmo vale para a esposa de Queiroz, Marcia Aguiar.

Após o exame, Queiroz voltou para casa, na Taquara (zona oeste do Rio) às 11h20. Um carro do poder judiciário também deixou o condomínio. Marcia não o acompanhou.

Sobre a suspensão da prisão domiciliar, a defesa de Queiroz informou que recebeu com surpresa e que está tomando todas as medidas legais para revertê-la, pelo risco que existe à saúde dele e de sua mulher em razão da pandemia. Segundo o advogado, eles fazem parte de grupo de risco.

O ex-assessor estava em prisão domiciliar há cerca de um mês graças a uma decisão do presidente do STJ, o ministro João Otávio de Noronha, que acabou duramente criticado após a medida.

Rachadinha

Queiroz foi preso no dia 18 de junho em Atibaia-SP, em um imóvel pertencente ao advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef. As apurações dos ministérios públicos do Rio (MPRJ) e de São Paulo (MPSP) apontam que o ex-assessor de Flávio estava escondido no local há cerca de um ano.

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A prisão ocorreu porque, em dezembro de 2018, Queiroz foi citado em um relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) por movimentar R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira “atípica”.

Promotores apontam indícios de que uma organização criminosa foi montada no gabinete de Flávio quando ele ainda era deputado estadual no Rio de Janeiro. Queiroz seria o líder deste grupo, que desviava dinheiro dos salários dos funcionários, a chamada “rachadinha”. O dinheiro teria sido lavado por meio da compra e da venda de pelo menos 19 imóveis no Rio.

Ex-assessores de Flávio investigados pelo MPRJ sacaram, em dinheiro vivo, pelo menos R$ 7,2 milhões. O valor sacado em espécie corresponde a 60% do que os servidores receberam dos cofres públicos fluminenses e é um indício de que havia um esquema de devolução de parte dos salários, a “rachadinha”, no gabinete.




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