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Promotor acusa advogados de se associarem a facções criminosas

O promotor deu a declaração no dia em que dois advogado do Ceará tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça

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Da Redação
redacao@grupojbr.com

O promotor de Justiça Rinaldo Janja, integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Ceará (PGJ-CE), afirmou, durante entrevista a uma emissora de TV, que algumas facções criminosas estão usando advogados. “Eles estão se associando às facções. Isso torna o esquema bem maior, e nós temos que utilizar métodos de investigação bem mais sofisticados para obtermos as provas desses contatos”. 

O promotor deu a declaração no dia em que dois advogado do Ceará tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça. Eles vinham sendo investigados pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) por estarem envolvidos em esquema que buscava burlar o sistema judiciário para beneficiar criminosos líderes de facções que atuam no Ceará. 

De acordo com o site CN7, os dois advogados, que seriam sócios em um escritório de advocacia criminal, estão sendo procurados pela Polícia Civil através das equipes das delegacias de Capturas e Polinter (Decap) e de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Em agosto último, os mesmos suspeitos foram citados na “Operação Rábula”, que culminou na prisão de sete advogados, todos acusados de cometer crimes em favor de seus clientes, bandidos apontados como chefes das facções criminosas.

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Presos

Na época, tiveram prisão preventiva decretada os seguintes advogados: Erlon Sílvio Moura de Oliveira, Ilonius Máximo Ferreira Saraiva, Fabíola Joca Nolêto, Socorro Maia Landim, Hélio Bernardino e Samya Brilhante Lima, além de Phablo Henrik Pinheiro do Carmo e Suellen Brilhante Lima. Os dois últimos não foram localizados pela Polícia e entraram na lista dos “procurados” da Polícia cearense. Samya Brilhante (irmã de Suellen) foi colocada em prisão domiciliar.

As investigações demonstraram também que os advogados passaram a agir como informantes das facções e facilitavam a troca de informações entre bandidos presos e soltos, através de bilhetes que eram levados pelos advogados durante as visitas aos presos nas unidades do Complexo Penal de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).


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