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Política & Poder

Presidente do Sindsaúde solicita acompanhamento médico e proteção policial após reunião da CPI

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Francisco Dutra e Millena Lopes
redacao@jornaldebrasilia.com.br

“Estou disposta a fazer um depoimento de portas abertas”, dispara Marli Rodrigues, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (Sindsaúde-DF), cuja oitiva está marcada para a manhã desta quinta-feira (21), na CPI da Saúde. A ideia de apresentar as provas e os fatos aos deputados em caráter privativo foi uma sugestão da assessoria jurídica do sindicato. “Não queria causar constrangimento, já que autoridades são citadas na denúncia”, justifica.

Na manhã desta quinta-feira (21), a desembargadora Maria de Fátima Rafael, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, determinou, em caráter liminar, que a reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde em que a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, será ouvida seja aberta.

Na noite dessa quarta-feira (20), o governo havia entrado com mandato preventivo no Tribunal de Justiça do DF, solicitando que a sessão seja aberta. “A Constituição Federal e a Lei Orgânica não respaldam depoimentos fechados, salvo quando existe interesse público. Este não é o caso. O interesse público é de que justamente todas estas informações sejam publicizadas para toda sociedade”, diz o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio.

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Marli – que, até o fim da noite dessa quarta, não havia sido convocada oficialmente para o depoimento – promete apresentar provas que comprovam o suposto esquema de distribuição de propinas no GDF.

Proteção policial

O presidente da CPI, deputado distrital Wellington Luiz (PMDB), contou que Marli havia pedido, além da presença do advogado, que o depoimento fosse acompanhado por um médico. E, conforme o peemedebista, a depender do que for dito e mostrado, ela sairá da Câmara Legislativa sob proteção policial.

Ele já fez um contato prévio com a Polícia Civil e promete acionar a corporação, caso seja necessário. Ainda que o depoimento seja de portas fechadas, Wellington garante que o conteúdo não será sigiloso. “A sessão será filmada e gravada e vai se tornar pública”, explica. Independentemente do que for apresentado será tratado com “muita responsabilidade” , diz ele.

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Para o deputado, há uma tentativa do governador Rodrigo Rollemberg de autoblindagem, desde que o áudio da conversa entre Marli e o vice-governador Renato Santana foi divulgado. “Se o governador não faz parte, ele tem que se alinhar a nós no processo de investigação”, argumenta.

Autoridades envolvidas

Em nota, o Sindsaúde-DF informou que a decisão de que o depoimento de Marli Rodrigues fosse a portas fechadas foi do corpo jurídico do sindicato.

“Em virtude de fatos descritos e revelados no curso da atividade sindical e da gravidade com relação das autoridades possivelmente envolvidas, é indispensável que o depoimento sejo feita em caráter sigiloso até a integral análise da documentação pela comissão e pelos órgãos competentes de polícia”, disse o advogado Leonardo Chagas.

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Relação do PSD com PSB fica fragilizada

O escândalo da suposta propina fragilizou as relações entre PSB e PSD. O governador Rodrigo Rollemberg e os correligionários socialistas, criticaram duramente a postura do vice-governador nas conversas com Marli Rodrigues. Os presidentes regionais das siglas buscam colocar panos quentes na situação para a manutenção da aliança.

“A sociedade é muito maior do que qualquer tipo de desavença. A relação entre PSD e PSB tem que se dar com maturidade. E neste caso, é preciso apontar o que de fato aconteceu de errado, punir e corrigir”, afirmou o presidente do PSD/DF, deputado federal Rogério Rosso.

Padrinho político do vice-governador, o parlamentar defendeu a conduta de Santana. “Tão logo ele soube o que poderia estar ocorrendo alertou diretamente o governador. Renato é um servidor correto”, afiançou Rosso.

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Classificando o PSD como um “parceiro de primeira hora”, o presidente regional do PSB e secretário-adjunto de Turismo, Jaime Recena, considera que as legendas não podem, por uma questão pontual, evoluir para uma ruptura.

“Questão pontual”

“Não existe problema entre os partidos. Existe uma questão pontual, envolvendo uma sindicalista que está em rota de colisão com o governador e com o governo”, argumentou. Segundo Recena, no devido tempo, os dois partidos deverão se reunir para alinhar os ponteiros.

Assessoria do vice-governador confirmou a presença de Santana hoje na Câmara Legislativa para esclarecimentos na CPI da Saúde. Santana não quis antecipar qualquer posicionamento. Para correligionários, ele garantiu que não fugirá de qualquer pergunta dos deputados distritais.

 


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