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Política & Poder

Prefeito de Manaus tem alta após um mês de tratamento contra Covid-19

Virgílio Neto se destacou durante a pandemia ao se tornar um dos principais opositores à política de Bolsonaro para o combate à Covid-19, recebendo, como resposta do presidente, xingamentos que compararam o prefeito de Manaus a “bosta” e “estrume”

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Monica Prestes
Manaus, AM

Um mês após ser diagnosticado com Covid-19 depois de participar da inauguração de uma obra viária com a presença de público, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), 74, recebeu alta médica e retornou à capital amazonense na manhã desta quarta-feira (29).

Virgílio Neto estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 6 de julho. Ele foi transferido para a unidade de saúde paulista após seis dias em um hospital particular de Manaus.

A mulher dele, Elizabeth Valeiko, que também participou da inauguração da obra em 29 de junho e testou positivo para o novo coronavírus, também foi transferida para São Paulo e retornou nesta quarta com o prefeito.

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Em São Paulo, o prefeito também realizou check-up da cirurgia de retirada de câncer prostático, à qual ele foi submetido há alguns anos. Virgílio Neto usou as redes sociais para informar que estava de volta a Manaus.

Em nota, a Prefeitura de Manaus informou que o casal chegou à capital amazonense por volta de 10h30 e que à tarde o prefeito teria reunião com os secretários municipais. A prefeitura não informou se a reunião seria presencial ou virtual.

A Covid-19 atingiu pelo menos 47 políticos brasileiros de alto escalão, como deputados federais, senadores, governadores, ministros e o próprio presidente, Jair Bolsonaro (sem partido).

Virgílio Neto se destacou durante a pandemia ao se tornar um dos principais opositores à política de Bolsonaro para o combate à Covid-19, recebendo, como resposta do presidente, xingamentos que compararam o prefeito de Manaus a “bosta” e “estrume”.

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Em Manaus, o pico da pandemia ocorreu entre os meses de abril e maio, quando os mortos passaram a ser enterrados em covas coletivas, tamanho o aumento no número de enterros.

Desde o fim de maio, no entanto, houve quedas no número de novos casos, de óbitos e de internações por Covid-19 na capital, enquanto a doença avança no interior, onde não há leitos de UTI.

O arrefecimento da pandemia levou à decisão do governo estadual de flexibilizar a reabertura de comércios e serviços não essenciais, que vem sendo implementada desde o início de junho.

Já foram liberados o comércio, serviços, academias, salões de beleza, atividades culturais, esportivas e de lazer, como parques de diversão, Unidades de Conservação e eventos sociais com até 200 convidados, além das aulas nas escolas particulares.

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Na rede pública estadual as aulas serão retomadas a partir de 10 de agosto. A prefeitura ainda não se pronunciou sobre a volta às aulas na rede municipal.

Seguem proibidas atividades de convenções e feiras de exposição com até 500 pessoas, cinemas, teatros, circos, e espaços esportivos, que estarão autorizados a partir do dia 1º de agosto, e atividades voltadas aos idosos, que só devem ser liberadas em setembro.

De acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam), até o dia 28 de julho foram registrados 98.118 casos confirmados e 3.236 óbitos por Covid-19 em todo o estado. Manaus concentra cerca de 35% dos casos e de 60% dos óbitos.

As informações são da FolhaPress

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