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Política & Poder

“O melhor governador de Brasília”, diz o povo no adeus de Roriz

Raphaella Sconetto
raphaella.sconetto@grupojbr.com

“O melhor governador de Brasília”. Está na boca do povo e quem veio prestar homenagem ao ex-governador do DF, enche a boca para falar. Moradores das mais diversas regiões administrativas da capital vieram até o Memorial JK despedir-se de Joaquim Roriz. O corpo será velado até amanhã (28), as 10h, quando seguirá para o cemitério Campo da Esperança.

De acordo com a Polícia Militar, mais de 250 pessoas já passaram pelo espaço. A expectativa, porém, é de que o público maior compareça após o horário de expediente.

A dona de casa Aurelina Ferreira Costa, 62 anos, veio de Samambaia Sul até o Plano Piloto. “Governador igual ele não vai ter mais não, e acho que nunca vai ter. Faz 35 anos que acompanho o Roriz. Eu amo dele”, disparou.

Aurelina, que guarda um pedaço de pano com os números de Roriz, ainda emendou outros elogios: “Ele foi o pai dos pobres, dos fracos. Foi ele quem me tirou do fundo de quintal, e me deu um pedacinho de terra. Foi no governo dele que consegui uma casa”.

Aurelina Ferreira e Raimunda Cunha. Foto: Rayra Paiva Franco

Ao seu lado, estava a também dona de casa Raimunda Cunha, 57 anos. Ela é vizinha de Aurelina e vieram juntas de Samambaia. “Quando vi a notícia na televisão, desabei a chorar. Hoje é um dia muito triste e não poderia deixar de vir despedir do seu Joaquim Roriz. Ele é um homem bom que vai fazer falta”, disse. Raimunda também fez questão de afirmar que ganhou sua casa no governo Roriz. “Recebi em 1989”, lembra.

Decoração de casa

Um quadro mostra Joaquim Roriz mais novo. A dona é a diarista Dionísia Pereira Lacerda, 54 anos. “Deixo na parede para lembrar dele. Desde a primeira eleição que teve em Brasília, eu votei para o Roriz”, afirma. Quando soube da notícia, Dionisia conta que se desesperou. “Eu cheguei em casa 12h e liguei a televisão. Quando vi, sentei e chorei, chorei, chorei. Me arrumei e vim. Temos só que agradecer a Deus pela vida do Roriz”.

Diarista Dionísia Pereira Lacerda, 54 anos. Foto: Rayra Paiva Franco

Questionada de qual região ela veio, Dionisia disparou: “Santa Maria. Lá é minha casinha que ele me deu. Agradeço a Deus e o Roriz, se não estaria morando de favor por aí”.

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